Otan viu sinais de que China está considerando enviar armas para Rússia, diz Stoltenberg
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Por Johnny Cotton e Sabine Siebold e Andrew Gray
BRUXELAS (Reuters) - O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse nesta quinta-feira que a aliança viu sinais de que a China está considerando fornecer armas à Rússia e alertou Pequim contra qualquer medida desse tipo.
O anúncio foi feito dias depois que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, alertou a China sobre as consequências de fornecer apoio material à invasão russa na Ucrânia.
"Não vimos nenhum fornecimento de ajuda letal da China para a Rússia, mas vimos sinais de que eles estão considerando e podem estar planejando isso", disse Stoltenberg à Reuters em entrevista.
"Essa é a razão pela qual os Estados Unidos e outros aliados foram muito claros, alertando contra isso. E a China, é claro, não deveria apoiar a guerra ilegal da Rússia", acrescentou.
Não houve comentários imediatos da China, mas seu Ministério das Relações Exteriores disse nesta quinta-feira que qualquer suposta informação de inteligência sobre a transferência de armas da China para a Rússia que os Estados Unidos planejam divulgar é apenas especulação.
A Rússia e a China assinaram uma parceria "sem limites" em fevereiro passado, pouco antes de as forças russas invadirem a Ucrânia, e seus vínculos econômicos cresceram à medida que as conexões de Moscou com o Ocidente diminuíram.
O Ocidente tem desconfiado da resposta da China à guerra na Ucrânia, com algumas autoridades alertando que uma vitória russa afetaria as ações chinesas em relação a Taiwan. A China não condenou o conflito na Ucrânia nem o chamou de "invasão".
A China tem dito que definirá sua posição sobre como resolver o conflito na Ucrânia por meios políticos em um próximo documento, que a mídia estatal russa diz que será publicado no aniversário de um ano da "operação militar especial" da Rússia.
(Reportagem de Sabine Siebold)
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