Macron busca apoio para reforma previdenciária na França em meio a greves
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PARIS (Reuters) - As greves que bloqueiam o fornecimento de combustível das refinarias francesas chegaram ao sexto dia nesta segunda-feira, aumentando a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron enquanto ele age para reforçar o apoio a uma reforma previdenciária impopular antes de uma votação parlamentar final.
Além do bloqueio das principais refinarias da França, o transporte ferroviário está sendo afetado e o lixo se acumula nas ruas de Paris e outras cidades francesas como resultado de greves contínuas iniciadas na semana passada em outros setores da economia.
Para evitar alimentar ainda mais a raiva entre a população francesa, que se opõe esmagadoramente à reforma previdenciária, o governo de Macron espera evitar recorrer a um procedimento conhecido como 49:3, que permitiria a aprovação de um texto no Parlamento sem votação.
Embora o Senado francês tenha aprovado no sábado o projeto de lei, cuja principal medida é aumentar a idade de aposentadoria em dois anos, para 64 anos, ele ainda enfrenta obstáculos parlamentares antes de se tornar lei, especialmente na Assembleia Nacional, onde os partidários de Macron não têm maioria absoluta.
O próximo passo, agendado para quarta-feira, é a convocação de uma comissão conjunta de parlamentares das câmaras baixa e alta, sete cada, para chegar a um acordo sobre uma versão definitiva do texto.
O último e crucial momento seria então a votação final, quinta-feira, tanto no Senado quanto na Assembleia Nacional.
"Alguns parlamentares ainda estão hesitantes, precisamos conversar com eles", disse o porta-voz do governo Olivier Veran à televisão LCI, acrescentando que todas as condições foram atendidas "para que não nos falte votos".
(Reportagem de Forrest Crellin, Pascal Rossignol e Blandine Hénault)
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