Preços de importados nos EUA caem em fevereiro e têm 1ª queda anual desde 2020
![]()
WASHINGTON (Reuters) - Os preços de importados nos Estados Unidos caíram em fevereiro, com recuo no custo dos combustíveis compensando os aumentos em alimentos, bens de capital e bens de consumo, resultando no primeiro declínio anual desde 2020.
Os preços de importados caíram 0,1% no mês passado, após queda de 0,4% em janeiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam que os preços de importados, que excluem tarifas, cairiam 0,2%.
Nos 12 meses até fevereiro, os preços dos importados caíram 1,1%. Essa foi a primeira queda desde dezembro de 2020. Os preços dos combustíveis importados caíram 4,9%, igualando a queda de janeiro. Os preços do petróleo subiram 1,5%, enquanto os preços do gás natural caíram 55,6%.
O custo dos alimentos importados aumentou 1,3%. Excluindo combustíveis e alimentos, os preços de importados aumentaram 0,3%. O chamado núcleo dos preços de importados subiu 0,1% em janeiro. Esse aumento provavelmente reflete a recente depreciação do dólar em relação às moedas dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.
Os preços dos bens de capital importados subiram 0,3%, enquanto o custo dos bens de consumo excluindo veículos automotores aumentou 0,5%.
Embora as pressões de preços estejam diminuindo, elas permanecem fortes demais para levar a inflação de volta à meta de 2% do Federal Reserve. Dados desta semana mostraram que os preços mensais ao consumidor subiram fortemente em fevereiro, mas os preços ao produtor caíram inesperadamente no mês passado.
(Reportagem de Lucia Mutikani)
0 comentário
Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA
Durigan afirma que estabilidade econômica será mantida apesar de tarifas dos EUA
Rosa diz que 18% das exportações para os EUA enfrentarão tarifas, equivalentes a cerca de US$7 bi
Galípolo diz que argumentos dos EUA contra Pix são desculpa para aplicação de tarifas
Dólar sobe para perto dos R$5,10 com influência de exterior e tarifa dos EUA
Brasil usará reciprocidade contra tarifas no momento adequado e apoiará setores afetados, diz Alckmin