Ibovespa reflete cautela após acordo UBS/Credit Suisse e ação de BCs
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa assumia uma trajetória negativa nesta segunda-feira, refletindo agentes financeiros ainda melindrados com o noticiário global, que destacava a compra do Credit Suisse pelo UBS e ação coordenada de bancos centrais no final de semana.
Investidores continuam a ajustar expectativas para a decisões de juros nesta semana, incluindo nos Estados Unidos e Brasil, bem como permanecem atentos a desenvolvimentos relacionados ao novo arcabouço fiscal no país.
Às 11:06, o Ibovespa caía 0,59 %, a 101.380,09 pontos.
Para a equipe da Guide Investimentos, a instabilidade no mercado parece longe de estar resolvida e decisões de política monetária nos próximos dias, particularmente a do Federal Reserve, devem dar o tom nas próximas semanas.
"A volatilidade parece garantida para o mercado nos próximos dias", afirmaram em comentário a clientes.
Além do Fed, o Banco da Inglaterra e o Banco Central brasileiro também decidem sobre as taxas de juros esta semana.
De acordo com a XP Investimentos, os BCs decidirão "espremidos entre inflação alta de um lado e a turbulência do sistema financeiro global do outro", o que deixa essas decisões "provavelmente entre as mais importantes em muitos anos".
Os ativos financeiros no Brasil tendem a seguir reféns do ambiente internacional, mas também refletindo expectativas relacionadas à nova regra fiscal.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou mais cedo que o presidente Luiz Inácio Lula Da Silva pediu mais conversas com autoridades antes da divulgação do arcabouço. Ele disse que torcerá para que o texto seja apresentado nesta semana.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN caía 1,49%, a 23,16 reais, na esteira do declínio dos preços do petróleo no exterior, com o Brent tocando mínimas desde dezembro de 2021.
- VALE ON tinha variação positiva de 0,73%, a 83,33 reais, apesar da queda dos futuros de minério de ferro na China, após o planejador estatal daquele país emitir novo alerta contra a especulação no mercado e novas restrições de produção serem impostas nas principais cidades siderúrgicas chinesas.
- ITAÚ UNIBANCO PN tinha alta de 1,2%, a 23,62 reais, e BRADESCO PN avançava 0,23%, a 13,36 reais, enquanto agentes financeiros continuam avaliando o mercado de crédito no país e potenciais reflexos dos receios com o setor bancário na Europa e EUA.
- HAPVIDA ON caía 6,33%, a 2,22 reais, no segundo pregão de baixa, conforme persistem preocupações sobre a solvência da companhia e a possibilidade de um aumento de capital via emissão de ações nos níveis atuais. No setor de saúde, QUALICORP ON perdia 5,08%, a 3,92 reais.
- AZUL PN avançava 2,77%, a 13,34 reais, endossada por relatório do UBS BB elevando a recomendação dos papéis a "neutra e o preço-alvo de 12,50 a 14 reais. No setor, GOL PN subia 0,28%, a 7,11 reais. O UBS BB também elevou Gol a "neutra" e o preço-alvo passou de 8,80 a 9 reais.
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