EUA não avaliam dar "garantia geral" para depósitos bancários, diz Yellen
![]()
Por David Lawder e Rami Ayyub
WASHINGTON (Reuters) - A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse a parlamentares nesta quarta-feira que o governo não avalia fornecer uma "garantia geral" para depósitos bancários após o colapso de dois importantes bancos do país neste mês.
Alguns grupos bancários instaram o Congresso em favor da garantia temporária de todos os depósitos, uma medida que, segundo eles, evitaria uma crise mais profunda após a falência do Silicon Valley Bank e do Signature Bank.
Yellen, falando perante um subcomitê do Senado, disse acreditar que "vale a pena" examinar as mudanças nas garantias de depósitos pelo FDIC, mas que aumentá-las além do limite atual de 250 mil dólares não era algo que estava sendo considerado. O FDIC é a agência norte-americana que atua nas garantias de depósitos bancários.
Quando uma falência bancária "é considerada um risco sistêmico, que considero o risco de uma saída contagiosa dos bancos, (nós) provavelmente invocaremos (uma) exceção de risco sistêmico, que permite ao FDIC proteger todos os depósitos", disse Yellen, acrescentando que o departamento determinará os riscos sistêmicos caso a caso.
Yellen disse que o governo não estava avaliando "nada relacionado a uma garantia geral ou garantias de depósitos".
As ações do First Republic Bank caíram 15,5%, para 13,33 dólares cada, após as declarações de Yellen.
Yellen disse ao Subcomitê de Apropriações do Senado para Serviços Financeiros e Governo Geral que os bancos em todo o país estavam preocupados com o contágio das recentes falências e que o governo do presidente Joe Biden estava focado em estabilizar o sistema bancário.
0 comentário
Dólar fecha em leve baixa ante o real com expectativa de acordo no Oriente Médio
Sem referência dos Treasuries, taxas dos DIs caem com esperança de acordo entre EUA e Irã
Flávio Bolsonaro chega a Washington com expectativa de reunião com Trump
Nível da Selic é um dos maiores desafios para indústria brasileira, diz presidente do BTG
Trump vincula os Acordos de Abraão a acerto com Irã
Durigan reconhece pressão da guerra sobre combustíveis, mas diz que impacto é menor no Brasil