Goldman Sachs rebaixa recomendação de CSN para "venda"; ação cai
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SÃO PAULO (Reuters) - O Goldman Sachs rebaixou a recomendação para as ações da CSN de "neutra" para "venda" nesta sexta-feira e cortou o preço-alvo do papel em 22%, para 12,5 reais.
Perto das 12h10, as ações ordinárias da CSN caíam 6,46%, a 12,63 reais. O Ibovespa, por sua vez, apresentava um desempenho negativo de 0,51%.
O time de análise do Goldman espera que os resultados e o fluxo de caixa livre do grupo de siderúrgia e mineração atinjam um pico no segundo trimestre e depois enfrentem desafios devido a uma combinação de três fatores: aumento de investimentos (capex), queda dos lucros e alavancagem elevada em um ambiente de alta taxa de juros.
Contudo, disseram os analistas, as perspectivas podem se tornar mais otimistas caso os lucros da CSN se normalizem em níveis mais altos do que o previsto, com suporte da geração de fluxo de caixa livre e menor alavancagem.
"Isso pode acontecer caso os preços do minério de ferro permaneçam mais fortes do que as expectativas da equipe de commodities do Goldman Sachs e/ou a demanda por aço acabe sendo maior do que o esperado", escreveram os analistas Marcio Farid, Gabriel Simões e Henrique Marques, em relatório datado desta sexta-feira.
No setor, a ação PN da Gerdau subia 0,85% e o papel PNA da Usiminas caía 1,31%.
CSN AUTUADA
A queda da ação da CSN ainda tem outro fator de pano de fundo. Na quinta-feira, o governo do Estado de Minas Gerais divulgou comunicado em que diz estar intensificando as ações de fiscalização para monitorar o Córrego Fazenda Velha, afluente do Rio das Velhas, após suas águas apresentarem uma mudança na coloração nos últimos dias.
Segundo o órgão, a CSN foi autuada por causar poluição ambiental e foi determinado que a empresa parasse imediatamente com o lançamento de resíduos. A companhia tem operações próximas ao local, como a Mina do Fernandinho, operada pela subsidiária Minérios Nacional. O local foi vistoriado nas últimas semanas pelas autoridades estaduais.
Os órgãos de fiscalização constataram "teores elevados de manganês, ferro e cobre nas águas, que ocasionaram a turbidez avermelhada, provocados por ação da Companhia Siderúrgica Nacional", de acordo com o governo do Estado.
Em nota enviada à Reuters, a CSN nega que houve despejo de sedimentos ou rejeitos no córrego Fazenda Velha.
De acordo com a CSN, devido à retirada de sedimentos da própria estrutura e às fortes chuvas, houve uma "pontual elevação da cor aparente e da turbidez da água" a qual foi comunicada de imediato ao órgão ambiental competente.
(Por Patricia Vilas Boas e André Romani)
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