Powell não descarta aumento de juros nas próximas reuniões do Fed
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Por Michael S. Derby
(Reuters) - O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, reiterou nesta quarta-feira que mais aumentos de juros provavelmente estão por vir para o banco central dos Estados Unidos, e não descartou uma alta no custo dos empréstimos na reunião de política monetária marcada para julho.
"Percorremos um longo caminho" com os aumentos de juros, disse Powell em uma conferência do Banco Central Europeu nesta quarta-feira realizada em Sintra, Portugal.
Ele afirmou que a manutenção da taxa neste mês foi uma medida para fazer um balanço de como a campanha de aumento de juros está afetando a economia.
Powell disse que futuras decisões de política monetária serão impulsionadas pelo desempenho da economia e destacou que "a única coisa que decidimos foi não aumentar os juros na reunião de junho".
"Eu não descartaria, você sabe, movimentos em reuniões consecutivas", afirmou. Powell ressaltou que "o Comitê (Federal de Mercado Aberto) acredita claramente que há mais trabalho a fazer, que há mais aumentos da taxa de juros que provavelmente serão apropriados" em algum ponto ao longo do ano.
A próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto para definição de taxa de juros está agendada para 25 e 26 de julho.
Em sua aparição, Powell disse que o ritmo forte e rápido de aumentos da taxa de juros que definiu grande parte da campanha de aperto monetário do banco central era apropriado quando a inflação estava tão alta e a postura do Fed não estava de acordo com esse ambiente.
Mas agora, a política monetária está mais perto de onde precisa estar e há incertezas sobre como os incrementos anteriores estão se transmitindo para a economia, então faz sentido que o banco central desacelere os aumentos.
"Embora a política monetária seja restritiva, não é, pode não ser restritiva o suficiente e não tem sido restritiva por tempo suficiente", o que deixa aberta a porta para mais aumentos, disse Powell.
O chefe do banco central também disse que a economia dos EUA até agora tem sido bastante resiliente diante das ações do Fed, e o mercado de trabalho tem se saído surpreendentemente bem.
"É uma coisa construtiva que tenhamos conseguido subir a taxa básica em 500 pontos-base com a expectativa de ir mais longe, e ainda temos um mercado de trabalho muito forte, mas ainda assim um que está de fato enfraquecendo da maneira que esperávamos", disse Powell.
Mas o chair do Fed não descartou a possibilidade de que as ações do banco central, com o objetivo de levar a inflação de volta para 2%, possam causar algum prejuízo econômico.
"O cenário menos improvável é que encontremos nosso caminho para um melhor equilíbrio sem uma desaceleração realmente severa", disse Powell. Mas ele acrescentou: "Acho que há uma probabilidade significativa de que também haverá uma recessão, mas não é, para mim, o cenário mais provável".
Powell também disse que os esforços para levar a inflação de volta à meta levarão muito tempo. “Não nos vejo voltando a 2% neste ano ou no ano que vem”, e quando isso acontecer, provavelmente será em 2025, disse ele.
(Reportagem de Michael S. Derby)
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