Ucrânia diz que rompeu linhas russas ao recapturar dois vilarejos no leste do país
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KIEV (Reuters) - Um importante general ucraniano saudou a recente recaptura de dois vilarejos no leste do país como um avanço importante nesta segunda-feira, dizendo que a conquista permitiu que as tropas de Kiev rompessem as linhas russas perto da cidade destruída de Bakhmut.
No entanto, o general Oleksandr Syrskyi, comandante das tropas terrestres da Ucrânia, disse que os combates continuavam intensos em torno dos dois vilarejos, enquanto a Rússia tentava recuperar as posições perdidas. Moscou não reconheceu ter perdido o controle de nenhum dos locais.
O presidente da Ucrânia, Volodymr Zelenskiy, anunciou a recaptura de Klishchiivka no flanco sul de Bakhmut no domingo, dois dias depois que Kiev disse que suas forças haviam recuperado o controle da vizinha Andriivka. Ambos vilarejos ficam em um terreno mais alto do que Bakhmut.
"Esses assentamentos, à primeira vista pequenos, eram elementos importantes na linha defensiva do inimigo que se estendia de Bakhmut a Horlivka", disse Syrskyi no Telegram, referindo-se a uma cidade a cerca de 40 km de Bakhmut.
"Como resultado das ações bem-sucedidas de nossas tropas, a linha defensiva do inimigo - que ele tentou fechar lançando todas as reservas disponíveis na batalha - foi rompida."
Ilia Yevlash, porta-voz do Exército, também ressaltou a importância tática de Klishchiivka, dizendo em comentários televisionados que sua recaptura expôs o flanco sul de Bakhmut e foi "um trampolim favorável para novos progressos".
Mas a Rússia, que iniciou sua invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, ainda controla vastas faixas do território ucraniano no leste e no sul.
A Ucrânia lançou uma contraofensiva no início de junho para tentar retomar o território perdido, mas tem relatado um progresso lento e constante contra as posições russas entrincheiradas, retomando uma série de vilarejos, mas nenhum assentamento importante.
Zelenskiy e outras autoridades têm rejeitado críticas ocidentais de que a contraofensiva está sendo muito lenta e prejudicada por erros estratégicos.
(Por Anna Pruchnicka e Yuliia Dysa)
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