Ibovespa tem declínio discreto com Vale atenuando efeito de realização de lucros
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa mostrava uma queda discreta nesta terça-feira, com o avanço das ações da Vale atenuando a pressão negativa de movimentos de realização de lucros, após o índice renovar na véspera máximas desde meados de 2021.
Às 10:33, o Ibovespa caía 0,12%, a 125.804,37 pontos, após quatro altas seguidas, período em que acumulou valorização de 4,6%. O volume financeiro somava 2,2 bilhões de reais.
Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de quase 1%, ultrapassando os 126 mil pontos na máxima da sessão, o que não acontecia desde julho de 2021.
De acordo com economistas do Bradesco, com a agenda de indicadores econômicos esvaziada, as atenções dos investidores estão voltadas para a política monetária dos países desenvolvidos.
Eles chamaram atenção para a ata da última reunião do Federal Reserve, que pode trazer novidades sobre a decisão da autoridade monetária de manter os juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. O documento será divulgado às 16h (horário de Brasília).
"Acreditamos que o Fed tenha encerrado o ciclo de alta e que seu próximo movimento, em meados de 2024, será de redução dos juros", afirmou a equipe chefiada por Fernando Honorato Barbosa em relatório a clientes.
Em Wall Street, os futuros acionários também mostram quedas modestas, com agentes financeiros na expectativa da ata do Fed e do resultado da Nvidia, que será divulgado após o fechamento do mercado.
DESTAQUES
- VALE ON subia 2,37%, a 77,86 reais, tendo de pano de fundo a alta dos futuros do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE), na China, encerrou o dia com alta de 1,93%, a 978,5 iuanes (135,69 dólares) a tonelada, o maior valor desde 15 de novembro. O vencimento de referência em Cingapura subiu 1,34%, para 132,85 dólares a tonelada, o maior valor desde 15 de março. O Goldman Sachs também elevou a recomendação do ADR da Vale para "compra", bem como o preço-alvo de 12,20 para 19,50 dólares.
- PETROBRAS PN recuava 1,25%, a 36,28 reais, em dia de declínio do petróleo no exterior e com agentes financeiros ainda atentos a ruídos envolvendo eventual mudança no controle da estatal. A agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê reunião à tarde com os ministros da Casa Civil, Rui Costa; da Fazenda, Fernando Haddad; e de Minas e Energia, Alexandre Silveira; além d o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. A Reuters publicou na véspera que integrantes do governo têm conversado sobre uma possível substituição de Prates. O Palácio do Planalto disse que não procede a informação sobre troca do CEO.
- ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,20%, a 30,69 reais, e BRADESCO PN caía 0,52%, a 15,39 reais.
- MARFRIG ON ganhava 1,09%, a 8,36 reais, após seu conselho de administração da Marfrig aprovar novo plano de recompra de até 31 milhões de ações, montante equivalente a 9,30% dos papéis da companhia em circulação no mercado. Na mesma reunião, o colegiado também aprovou o cancelamento de 28 milhões de ações ordinárias mantidas em tesouraria.
- AZUL PN caía 2,17%, a 17,14 reais, corrigindo parte da forte valorização acumulada no mês, que alcançava até a segunda-feira 36%. GOL PN recuava 0,33%, a 9,11 reais.
- MAGAZINE LUIZA ON perdia 2,19%, a 2,23 reais, também experimentando ajustes, uma vez que apenas em novembro, até a véspera, acumulava alta de mais de 70%. CASAS BAHIA ON, por sua vez, subia 1,69%, a 0,60 real. Até a segunda-feira, o papel valorizava-se mais de 30% em novembro.
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