Servidores do BC fazem paralisação de 48 horas e prometem “asfixia operacional”
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BRASÍLIA (Reuters) - Os servidores do Banco Central iniciam nesta terça-feira uma paralisação de 48 horas com o objetivo de pressionar o governo a melhorar proposta de recomposição de salários e apresentar planos para reestruturação de carreiras, informou o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal).
De acordo com a entidade, o governo ofereceu um reajuste salarial “de apenas 13%” a ser implementado de forma parcelada nos anos de 2025 e 2026, proposta considerada insatisfatória e que “não contempla as principais reivindicações dos trabalhadores”.
“A medida adotada pelos servidores é vista como um meio de provocar uma asfixia operacional e burocrática, evidenciando a urgência de um diálogo construtivo e de ações concretas por parte do governo para resolver as pendências”, disse o sindicato em nota.
O Sinal afirmou ainda que se não houver avanço significativo na próxima reunião com o governo, agendada para quarta-feira, “haverá um indicativo para a deflagração de uma greve por tempo indeterminado”.
O movimento dos servidores do BC por melhores condições de trabalho e salários mais competitivos, que acontece desde o ano passado, vem afetando sistematicamente a divulgação de diversos indicadores do banco, como as notas econômica-financeiras e a taxa de câmbio Ptax, além do Focus e do fluxo cambial.
Em janeiro, a categoria já havia realizado uma paralisação de 24 horas, alegando que o movimento era necessário porque o governo teria atendido a demandas de outros órgãos como Receita Federal e Polícia Federal, deixando de lado o BC.
O Banco Central não se manifestou sobre o ato desta semana.
(Por Bernardo Caram)
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