Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA ficam inalterados
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WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego permaneceu inalterado na semana passada, uma vez que o mercado de trabalho continua a arrefecer gradualmente.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego permaneceram em 217 mil ajustados sazonalmente na semana encerrada em 2 de março, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam que os pedidos ficariam em 215 mil na última semana.
O mercado de trabalho está se tornando cada vez mais frouxo, com 1,45 vagas de emprego disponíveis para cada pessoa desempregada em janeiro, segundo dados do governo divulgados nesta quarta-feira. Essa relação caiu ante 1,82 há um ano, mas continua bem acima da média de 1,2 durante o ano anterior à pandemia da Covid-19.
O relatório do Livro Bege do Federal Reserve, divulgado na quarta-feira, mostrou que "o aperto no mercado de trabalho diminuiu ainda mais" em fevereiro, mas observou que "persistiram as dificuldades para atrair trabalhadores para cargos altamente qualificados".
O chair do Fed, Jerome Powell, disse a parlamentares na quarta-feira que o banco central dos EUA espera que "a inflação caia e a economia continue crescendo", mas evitou se comprometer com qualquer cronograma para cortes nas taxas de juros.
Desde março de 2022, o Fed aumentou sua taxa de juros em 5,25 pontos percentuais, para a faixa atual de 5,25% a 5,50%.
Os pedidos de auxílio permanecem perto de níveis historicamente baixos, apesar das demissões em massa de alto perfil no início do ano. De modo geral, os empregadores estão relutantes em dispensar seus funcionários depois de terem tido dificuldades para encontrar mão de obra durante e após a pandemia.
De acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, dados de sexta-feira devem mostrar que a criação de vagas de emprego não agrícolas nos EUA provavelmente totalizou 200 mil no mês passado. A economia criou 353 mil postos de trabalho em janeiro.
A previsão é de que a taxa de desemprego permaneça inalterada em 3,7% e que o crescimento anual dos salários diminua de 4,5% em janeiro para 4,4%.
(Por Lucia Mutikani)
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