Biden e Trump garantem indicações dos partidos e dão início à revanche presidencial
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Por Joseph Ax e Alexandra Ulmer
(Reuters) - O presidente norte-americano, Joe Biden, e o ex-presidente Donald Trump conquistaram a indicação de seus partidos na terça-feira, dando início à primeira revanche em eleição presidencial dos Estados Unidos em quase 70 anos.
Biden precisava de 1.968 delegados para ganhar a indicação e ultrapassou esse número na noite de terça-feira, quando os resultados da disputa primária na Geórgia começaram a aparecer, informou a Edison Research. Também estavam chegando os resultados do Mississippi, do Estado de Washington, das Ilhas Marianas do Norte e dos democratas que vivem no exterior.
Horas depois, Trump conquistou os 1.215 delegados necessários para garantir a indicação presidencial republicana, com quatro Estados realizando disputas, incluindo a Geórgia, local onde Trump enfrenta acusações criminais por seus esforços para anular os resultados do Estado em 2020. Havia 161 delegados em jogo na terça-feira na Geórgia, no Havaí, no Mississippi e no Estado de Washington.
Biden, de 81 anos, emitiu uma declaração depois de selar a indicação democrata, mirando no que ele chamou de "campanha de ressentimento e vingança (de Trump) que ameaça a própria ideia de América".
"Os eleitores agora têm uma escolha a fazer sobre o futuro deste país. Vamos nos levantar e defender nossa democracia ou deixar que outros a destruam? Vamos restaurar o direito de escolha e proteger nossas liberdades ou deixar que os extremistas as tirem?", disse ele.
O resultado da votação de terça-feira estava essencialmente predeterminado, depois que a última rival de Trump para a indicação republicana, a ex-embaixadora dos EUA na ONU Nikki Haley, encerrou sua campanha presidencial após o desempenho dominante de Trump na semana passada na Superterça, quando ele venceu 14 das 15 disputas estaduais.
Em um vídeo publicado nas mídias sociais, Trump disse que não havia tempo para comemorar e, em vez disso, colocou o foco em derrotar Biden, a quem ele chamou de o "pior" presidente da história dos EUA.
"Vamos fechar nossas fronteiras. Vamos fazer coisas como ninguém jamais viu antes. E vamos fazer com que a economia de nosso país seja a melhor do mundo", afirmou Trump.
Biden, por sua vez, enfrentou apenas uma oposição simbólica na campanha das primárias democratas, embora ativistas liberais frustrados com seu apoio à guerra de Israel em Gaza tenham convencido uma minoria considerável de democratas a votar em "descompromisso" em protesto.
Os dois voltam sua atenção para as eleições gerais de 5 de novembro ao realizar comícios na Geórgia no sábado.
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