América Latina e Caribe alcançarão resultado fiscal estrutural pré-pandêmico até 2025, prevê OCDE
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Por Natalia Siniawski
(Reuters) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse nesta quarta-feira que projeta que o resultado fiscal estrutural médio na América Latina e no Caribe atingirá níveis anteriores à pandemia até 2025.
O resultado fiscal estrutural é a diferença entre a receita e a despesa do governo, descontados efeitos do ciclo econômico e eventos pontuais. Ele é usado pela OCDE para fornecer uma compreensão mais clara das posições das contas dos governos.
Espera-se que as regiões apresentem uma melhora constante de 2022 a 2025, com as previsões indicando um retorno ao déficit de 3,4% do PIB potencial até 2025. Esse número está alinhado às projeções para os países da OCDE e espelha o déficit de 3,4% registrado em 2019.
A pandemia da Covid-19 exacerbou os déficits estruturais na região da América Latina e do Caribe e na OCDE devido a uma redução na receita do governo e ao aumento dos gastos públicos.
Como resultado, o resultado fiscal estrutural médio da região se deteriorou de um déficit de 3,4% do PIB potencial em 2019 para um saldo negativo de 4,7% em 2022, enquanto o da OCDE como um todo caiu de -1,38% para -3,8% no mesmo período.
Argentina e México devem superar a média da América Latina e do Caribe até 2025, com déficits de 1,2% e 2,8% do PIB potencial, respectivamente. Já a previsão para o Brasil é pior, de um déficit equivalente a 5,4% do PIB potencial.
O saldo estrutural médio da região da América Latina e Caribe para 2024 é projetado em um déficit de 4,6% do PIB potencial, indicando um desequilíbrio maior em comparação à média da OCDE de déficit de 2,7%.
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