Pacheco diz que Senado aprovará decreto legislativo sobre calamidade no RS nesta 3ª
![]()
(Reuters) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que a Casa votará nesta terça-feira o projeto de decreto legislativo que reconhece o estado de calamidade no Rio Grande do Sul, indicando que a medida deve ser aprovada.
"Hoje no Senado nós votaremos o projeto de decreto legislativo aprovado ontem na Câmara dos Deputados", disse Pacheco em entrevista à GloboNews.
"Evidentemente ele vai ser aprovado", acrescentou.
Pacheco defendeu que a situação "atípica" do Rio Grande do Sul demanda soluções que sejam "atípicas e anormais". O decreto legislativo abre caminho para o envio de recursos federais ao Estado sem que isso afete a meta fiscal do governo.
O Rio Grande do Sul tem sido atingido por chuvas intensas nos últimos dias, acumulando cerca de 90 mortes e 132 desaparecidos, de acordo com balanço da Defesa Civil gaúcha.
As chuvas provocaram cheias em rios em várias regiões do Estado, além da destruição de estradas e pontes. Afetaram ainda os serviços de fornecimento de água, energia elétrica e de serviços de telefonia para centenas de milhares de pessoas.
Pacheco ainda afirmou que o Congresso votará uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 na quinta-feira para liberar emendas parlamentares ao Rio Grande do Sul.
Ele também indicou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve apresentar nesta semana uma medida específica para a dívida do Rio Grande do Sul com a União e uma outra medida estrutural para a dívida dos demais Estados.
"(A dívida dos Estados) é um grande problema federativo... estamos fazendo essa discussão em favor dos Estados", disse o senador.
Pacheco argumentou ser inviável exigir do Rio Grande do Sul a continuidade do pagamento das parcelas do regime de recuperação fiscal. Ele disse que acredita que o Executivo dará algum alívio ao Estado.
(Por Fernando Cardoso)
0 comentário
Ibovespa fecha em queda descolado de NY com investidor à espera de decisão dos EUA sobre tarifas
Dólar fica estável no Brasil com política doméstica e tarifa dos EUA no foco dos investidores
Ibovespa fecha em queda descolado de NY com Engie entre maiores quedas; B3 sobe
Trump, questionado se Irã tem um prazo, afirma que não gosta de prazos
Principal negociador do Irã diz que Teerã não tem motivos para respeitar memorando com EUA sem benefícios
FMI diz estar trabalhando para avaliar melhor riscos de dívida interna para países de baixa renda