Minério de ferro sobe com forte consumo de aço na China e cobertura de posições vendidas
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Por Amy Lv e Lewis Jackson
PEQUIM (Reuters) - Os contratos futuros de minério de ferro registraram ganhos nesta quinta-feira, à medida que os dados fortes sobre consumo de aço da China impulsionaram o sentimento, mudando o foco dos investidores para as perspectivas de crescimento da demanda de minério e estimulando uma onda de cobertura de posições vendidas.
O contrato de maio do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 2,26%, a 837 iuanes (US$115,15) a tonelada.
No início da sessão, o contrato atingiu o maior valor desde 8 de outubro, a 838,5 iuanes por tonelada.
O minério de ferro de referência de março na Bolsa de Cingapura subiu 1,65%, para US$108,45 a tonelada, o maior patamar desde 14 de fevereiro.
O consumo de vergalhões, usados principalmente no setor de construção, aumentou 163% em relação à semana anterior, atingindo 1,69 milhão de toneladas em 20 de fevereiro, segundo dados da consultoria Mysteel.
Os aumentos drásticos nos preços do mercado de ferrosos foram impulsionados principalmente pelo consumo de aço acima do esperado, disseram três analistas chineses e um trader sediado em Cingapura, que pediram anonimato pois não estão autorizados a falar com a imprensa.
Isso reacendeu as esperanças de aumento da demanda por ingredientes para fabricação de aço nas próximas semanas, já que as usinas siderúrgicas serão incentivadas a elevar a produção, acrescentaram.
Os preços oscilaram nas negociações da manhã devido às incertezas quanto à implementação de mais medidas de estímulo pela China, enquanto as autoridades deixaram as taxas referenciais de empréstimo inalteradas na fixação mensal de quinta-feira, sinalizando uma abordagem cautelosa em relação ao estímulo monetário, a fim de evitar mais pressão sobre o iuan.
Os ganhos nos preços do minério podem dar alívio temporário aos principais produtores, incluindo a Rio Tinto, a BHP, a Fortescue e a Vale, que relataram quedas acentuadas nos lucros em suas últimas divulgações trimestrais devido à queda dos preços, impactados pelas dificuldades no mercado imobiliário chinês.
(Reportagem de Amy Lv e Lewis Jackson)
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