Fed deve retomar cortes de juros em junho com queda na confiança do consumidor
![]()
(Reuters) - É provável que o Federal Reserve retome o corte das taxas de juros em junho e possa reduzir novamente os custos dos empréstimos de curto prazo em setembro, apostaram os traders nesta terça-feira, ao levarem em conta as implicações de uma pesquisa amplamente observada que mostrou que a confiança do consumidor caiu este mês e as expectativas de inflação aumentaram.
A confiança do consumidor dos Estados Unidos se deteriorou no ritmo mais acentuado em três anos e meio em fevereiro, segundo a pesquisa do Conference Board, refletindo a crescente ansiedade dos norte-americanos em relação ao impacto econômico das políticas do presidente Donald Trump. Ao mesmo tempo, as expectativas médias de inflação dos consumidores aumentaram para 6%, a maior desde maio de 2023.
Os contratos futuros de taxas de juros estão agora precificando uma chance de mais de 70% de que o Fed reduza sua taxa de política monetária em 0,25 ponto percentual em sua reunião de junho, para uma faixa de 4,00% a 4,25%, e a corte novamente já em setembro.
As apostas sugerem que os investidores acham que, em junho, as preocupações do banco central norte-americano com a possível fraqueza do mercado de trabalho superarão as preocupações com o ressurgimento da inflação, o que o levará a reagir com uma flexibilização da política monetária.
Os próprios formuladores de política monetária do Fed disseram que estão procurando mais evidências de que a inflação está voltando para sua meta de 2% antes de se sentirem confortáveis para reduzir as taxas. Eles citam a incerteza sobre como as tarifas planejadas por Trump, os cortes de impostos, a repressão à imigração e as reduções contínuas na força de trabalho federal afetarão os preços, o crescimento econômico e o mercado de trabalho.
Espera-se que um relatório na sexta-feira mostre algum pequeno progresso na frente da inflação, com o índice de preços de consumo pessoal ano a ano, que é a meta do Fed, devendo ter caído de 2,6% em dezembro para 2,5% em janeiro. Enquanto isso, o mercado de trabalho permaneceu forte, com o desemprego em 4% em fevereiro, embora pesquisas recentes sugiram que a atividade empresarial está desacelerando.
(Reportagem de Ann Saphir)
0 comentário
Comércio entre Colômbia e Equador cai com intensificação de guerra tarifária, dizem grupos empresariais
China diz que ONU deveria rever decisão sobre encerrar missão de paz no Líbano
Bolsonaro passa por cirurgia no ombro direito sem intercorrências, diz hospital
Casa Branca diz que hostilidade contra Irã se encerrou diante de prazo de autorização dos poderes de guerra
Síria depende do petróleo da Rússia apesar de estar se voltando para o Ocidente
Irã envia proposta de negociações com os EUA ao mediador Paquistão