Ibovespa flerta com 125 mil pontos, mas titubeia em meio a balanços; Petrobras ocupa holofote
![]()
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa titubeava nesta quinta-feira, após bater nos 125 mil pontos, em meio a uma nova batelada de resultados corporativos, com Petrobras entre os destaques de baixa na esteira de balanço mostrando investimento acima do guidance e anúncio de menos dividendos do que esperavam analistas.
Às 10h30, Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,04%, a 124.715,46 pontos. Na máxima, mais cedo, chegou a 125.091,32 pontos. Na mínima até o momento, marcou 124.470 pontos. O volume financeiro somava R$2,17 bilhões.
De acordo com análise da equipe de grafistas da Ágora Investimentos, após a queda da véspera, o Ibovespa avançou no cenário de reversão de tendência de curto prazo para queda. "No atual desenvolvimento, a próxima referência de suporte encontra-se nos 124.400 pontos", afirmaram em relatório a clientes.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN caía 3,61%, após mostrar prejuízo líquido de R$17 bilhões no quarto trimestre e reportar investimentos de US$16,6 bilhões em todo o ano de 2024, alta de 31,2% em relação a 2023 e 15% acima do "guidance". A estatal também anunciou que o conselho de administração aprovou o pagamento de R$9,1 bilhões em dividendos. PETROBRAS ON recuava 3,97%.
- BRF ON perdia 5,89%, mesmo com lucro de R$868 milhões no quarto trimestre, alta de 15% ante o mesmo período do ano anterior. O conselho de administração também aprovou programa de recompra de até 15 milhões de ações.
- BRASKEM PNA cedia 5,8% após divulgar prejuízo de US$967 milhões no quarto trimestre, três vezes acima do resultado negativo do mesmo período de 2023, com queda de 50% no desempenho operacional recorrente. A petroquímica ainda anunciou acordo com a Petrobras para aumentar produção de eteno no Rio de Janeiro.
- EMBRAER ON avançava 3,53%, após balanço que mostrou que o resultado operacional medido pelo Ebitda avançou 29% no quarto trimestre em base anual, para US$328 milhões. A companhia também estimou aumento de até 18% nas entregas de aviões em 2025, projetando até 240 aeronaves comerciais e executivas à medida que segue ampliando a produção para responder à forte demanda.
- ULTRAPAR ON ganhava 3,27%, após o grupo de combustíveis e logística divulgar lucro líquido de R$881 milhões no quarto trimestre, enquanto seu conselho de administração aprovou a distribuição de R$493,3 milhões em dividendos.
- MARFRIG ON subia 1,65%, já tendo trocado de sinal algumas vezes, após mostrar resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$3,7 bilhões no quarto trimestre, avanço de 37,1% na comparação com o último trimestre de 2023 e acima da estimativa média de R$2,4 bilhões, segundo dados da LSEG. O conselho de administração também aprovou programa de recompra de até 23,8 milhões de ações.
- COSAN ON mostrava estabilidade, após divulgar que teve prejuízo líquido não auditado de R$9,3 bilhões no quarto trimestre de 2024, revertendo lucro de R$2,4 bilhões um ano antes, conforme dados não auditados. A empresa citou que o resultado foi impactado, principalmente, pelo "impairment" do investimento em Vale e por provisões relacionadas a efeitos tributários.
- CPFL ENERGIA ON subia 0,11% após a elétrica controlada pela chinesa State Grid divulgar que teve lucro líquido de R$1,57 bilhão de reais no quarto trimestre, 18,7% maior na comparação anual. O CEO também afirmou que a CPFL enxerga um avanço para o setor de distribuição de energia elétrica com a recente aprovação do termo para prorrogação das concessões.
0 comentário
Trump diz que mais 100 milhões de barris de petróleo estão sendo levados da Venezuela para os EUA
Quando operação dos EUA for concluída, Irã não terá armas contra EUA e Israel, diz Trump
Trump diz que EUA abrem mão de certas sanções relacionadas ao petróleo para garantir fornecimento
Wall St fecha em alta com esperança em resolução da guerra no Irã compensando temores de inflação
Putin compartilha com Trump propostas para encerrar a guerra no Irã em telefonema
Dólar cai abaixo dos R$5,17 após Trump citar guerra "praticamente concluída"