China revela plano para impulsionar consumo com elevação da renda e subsídios
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HONG KONG (Reuters) - O Conselho de Estado da China revelou neste domingo o que chamou de "plano de ação especial" para impulsionar o consumo interno, apresentando medidas que incluem o aumento da renda das famílias e o estabelecimento de um subsídio para cuidados infantis.
O plano surge após os níveis de demanda do consumidor na China sofrerem vários reveses nos últimos anos, devido a fatores como as interrupções causadas pela Covid-19 e uma crise imobiliária prolongada. Estes fatores reduziram a propensão das famílias a gastar e contribuíram para tendências deflacionárias.
Um relatório do conselho informou que o plano foi emitido para todas as regiões e departamentos para "impulsionar vigorosamente o consumo, expandir a demanda interna em todas as direções, melhorar a capacidade de consumo aumentando a renda e reduzindo os encargos".
O plano foi divulgado uma semana após a apresentação do relatório de trabalho do primeiro-ministro chinês, Li Qiang, ao Congresso Nacional do Povo, que se concentrou em aumentar os gastos das famílias para amortecer o impacto da fraca demanda externa.
A pressão por medidas de estímulo focadas no consumidor tem aumentado na China, para afastar impulsos deflacionários e reduzir a dependência do país de exportações e investimentos para crescer.
O plano divulgado neste domingo também pedia ainda o aumento da renda urbana e rural, dizendo que a renda dos agricultores deveria ser elevada por medidas como reformas habitacionais.
O roteiro também previa medidas para estabilizar o mercado de ações, mas não dava detalhes sobre quando e como isso poderia acontecer.
As autoridades devem "estudar e estabelecer um sistema de subsídio para cuidados infantis", bem como implementar emprego flexível e a abertura de clínicas ambulatoriais pediátricas à noite em hospitais gerais. Serviços de cuidados infantis comunitários e administrados por empregadores também devem ser encorajados.
Os direitos dos trabalhadores e os dias de férias devem ser garantidos, enquanto as férias anuais remuneradas e os feriados curtos devem ser incentivados. Os padrões de subsídio financeiro para pensões básicas de residentes urbanos e rurais também devem ser aumentados, conforme o documento.
Houve ainda propostas para impulsionar o turismo, como expandir o número de países cujos viajantes não precisam de visto para a China.
(Reportagem de Farah Master e da redação de Pequim)
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