Nova tarifa dos EUA pode atrapalhar negociação sobre regime de cotas em exportação de aço, diz Aço Brasil
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Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A imposição de tarifas de 50% a produtos brasileiros a partir de 1º de agosto anunciada pelos Estados Unidos deve travar as negociações para o setor siderúrgico nacional recuperar o regime de cotas de exportações para o mercado norte-americano, disse o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, nesta quinta-feira.
O setor já tinha sido penalizado anteriormente com uma alíquota também de 50% e ficou de fora do anúncio feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na véspera.
"As negociações que vinham sendo feitas, e avançando muito bem pela diplomacia brasileira para renovar o regime de cotas, serão prejudicadas pelo estressamento político entre os dois países", afirmou Lopes à Reuters, avaliando que as conversas devem sofrer uma "travada".
O regime de cotas que começou a vigorar a partir de 2018 até a decisão da sobretaxa anunciada por Trump, previa um volume de 3,5 milhões de toneladas para produtos semiacabados e 470 mil toneladas para produtos acabados.
De acordo com Lopes, o foco do setor é em semiacabado porque é a necessidade norte-americana.
"A necessidade do mercado americano de ter o semiacabado que existia em 2018 não mudou agora. Eles não têm autossuficiência e precisam importar", acrescentou, informando que o Brasil é o maior fornecedor dessas placas para serem laminadas nos EUA.
O Aço Brasil é a principal entidade do setor siderúrgico nacional, que reúne empresas como Gerdau, Usiminas e ArcelorMittal.
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