Presidente argentino deixa ato de campanha após agressão
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BUENOS AIRES (Reuters) - O presidente argentino ultraliberal, Javier Milei, foi forçado a abandonar um ato de campanha nos subúrbios de Buenos Aires nesta quarta-feira, depois que manifestantes atiraram objetos em seu carro.
O polêmico presidente liderava uma carreata pelo distrito de Lomas de Zamora, ao sul de Buenos Aires, em campanha para as eleições de meio de mandato, quando um grupo que cantava contra o governo atirou garrafas e outros objetos contundentes contra ele, de acordo com uma testemunha da Reuters.
A mídia local mostrou que pedras também teriam sido atiradas contra Milei, que realizou um feroz ajuste nos gastos públicos desde que assumiu o cargo em 2023, afetando principalmente aposentados, professores e médicos.
"Pedras caíram muito perto do presidente. A situação ficou muito violenta", disse José Luis Espert, candidato a senador pelo A Liberdade Avança, que acompanhou Milei na caravana, à televisão local.
Imagens de televisão mostraram confrontos entre a polícia e manifestantes contrários ao presidente em um distrito há muito tempo governado pelo poderoso partido peronista.
Milei está apostando que uma vitória nas eleições legislativas de outubro permitirá que ele aprofunde seu projeto ultraliberal, que atualmente sofre forte oposição no Congresso.
As eleições terão em setembro uma prévia difícil para o partido governista, com a votação de meio de mandato na província de Buenos Aires, o maior centro de poder do peronismo de centro-esquerda, cujo resultado é incerto.
(Reportagem de Nicolás Misculin e Horacio Soria)
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