Juros futuros sobem com aumento de percepção de risco local e no exterior
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Por Fernando Cardoso
SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos DIs tinham forte alta nesta terça-feira, principalmente em contratos de prazos mais longos, conforme um movimento global de aversão ao risco e o noticiário local provocavam a elevação dos prêmios de risco do país.
Na manhã desta terça-feira, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 13,995%, ante o ajuste de 13,936% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2028 marcava 13,355%, ante o ajuste de 13,269%.
Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 13,66%, em alta de 10 pontos-base ante 13,556% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 13,84%, com ganho de 11 pontos ante 13,734%.
As taxas de juros futuras saltavam nesta sessão na esteira da alta dos rendimentos dos Treasuries, com os investidores norte-americanos retornando de um feriado na véspera cautelosos com os próximos dados econômicos e incertos sobre a política comercial do presidente Donald Trump.
Na sexta-feira passada, um tribunal de recursos decidiu que a maioria das tarifas de Trump é ilegal, prejudicando o uso das taxas pelo governo norte-americano como uma importante ferramenta de política econômica e provocando mais incerteza nos agentes financeiros.
As atenções estarão voltadas na próxima sexta-feira à divulgação do relatório de emprego de agosto nos Estados Unidos, que pode impactar a percepção de enfraquecimento do mercado de trabalho e as apostas de um corte de juros pelo Federal Reserve neste mês.
O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 6 pontos-base, a 4,283%.
Na cena doméstica, o mercado acompanhava o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o que elevava os temores de risco político do país e de agravamento nas relações diplomáticas entre Brasil e EUA.
Quando Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros em julho, ele vinculou a decisão, entre outros pontos, a um suposto "caça às bruxas" que o ex-presidente brasileiro seria vítima
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