Dólar tem leve alta enquanto julgamento de Bolsonaro é retomado
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar oscilava em leve alta ante o real nesta manhã de terça-feira, com investidores atentos à retomada do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, por tentativa de golpe de Estado, enquanto no exterior a divisa norte-americana tem sinais mistos ante as demais moedas.
Às 9h23, o dólar à vista tinha alta de 0,26%, a R$5,4320 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,11%, a R$5,4575.
O julgamento de Bolsonaro foi retomado com o voto do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso. A expectativa é de que um desfecho ocorra até a próxima sexta-feira.
Mais do que a decisão em si, o mercado teme que o julgamento provoque novas medidas dos Estados Unidos contra o Brasil, após o presidente norte-americano Donald Trump ter estabelecido tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. Na ocasião, Trump citou o julgamento de Bolsonaro como um dos motivos para a tarifação.
Na segunda-feira os agentes já demonstravam cautela, evitando alterar posições nos mercados de câmbio e juros futuros antes da retomada do julgamento no STF.
No exterior, os dados mais recentes sobre o mercado de trabalho norte-americano, divulgados na semana passada, ainda permeiam os negócios, e os investidores seguem 100% posicionados para um início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.
Após os recuos mais recentes, porém, os rendimentos dos Treasuries sobem nesta manhã de terça-feira, enquanto o dólar tem sinais mistos no exterior. Às 9h26, a moeda norte-americana caía ante o iene, subia ante o euro e recuava ante a libra. O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,13%, a 97,520.
Na segunda-feira, o dólar à vista fechou com leve alta de 0,07% no Brasil, aos R$5,4179.
Em relatório enviado a clientes nesta manhã de terça-feira, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, avaliou que a região de R$5,40 para o dólar “tem se mostrado resistente, embora o modelo aponte chance de queda em direção a R$5,30”. Por outro lado, “os níveis mais fortes de resistência da alta são R$5,54... e R$5,62”.
O Banco Central fará às 11h30 desta terça-feira um leilão de até 40.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2025.
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