EUA consideram novas tarifas de segurança nacional sobre autopeças
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Por David Shepardson
WASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que vai considerar as solicitações do setor para impor tarifas sobre outras autopeças importadas nas próximas semanas por motivos de segurança nacional.
Em maio, Trump impôs tarifas automotivas de 25% sobre mais de US$460 bilhões em importações anuais de veículos e autopeças, mas desde então fechou acordos para reduzir essas tarifas em alguns países. O departamento informou na segunda-feira que os produtores nacionais de automóveis ou peças automotivas, ou qualquer associação do setor, podem solicitar a imposição de tarifas sobre peças adicionais que tenham impacto na segurança nacional.
"A indústria automotiva está em um estado de rápido desenvolvimento para várias tecnologias, inclusive nas áreas de sistemas de propulsão alternativos, capacidades de direção autônoma e outras tecnologias avançadas", disse o departamento, acrescentando que a indústria precisa "da oportunidade de identificar produtos automotivos novos e emergentes com importância para aplicações de defesa".
No mês passado, o Departamento de Comércio disse que estava aumentando as tarifas de aço e alumínio em mais de 400 produtos, incluindo várias autopeças, totalizando US$240 bilhões em importações anuais. As peças incluem sistemas de exaustão automotiva e aço especial necessário para veículos elétricos, bem como componentes para ônibus.
Nesta terça-feira, vários grupos, incluindo a Câmara de Comércio e associações comerciais que representam montadoras norte-americanas e estrangeiras e empresas de autopeças, pediram ao Departamento de Comércio que "elimine outras expansões imprevisíveis".
Em uma carta, os grupos disseram que "a recente expansão foi implementada sem aviso prévio adequado e cria custos não intencionais significativos, complexidade e incerteza para as empresas dos EUA".
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