Dólar fecha em alta ante o real puxado pelo exterior
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar encerrou a quinta-feira em leve alta, influenciado, por um lado, pelo avanço da moeda norte-americana no exterior e, por outro, pelo corte de juros nos EUA na véspera, com manutenção da Selic em nível elevado no Brasil.
O dólar à vista fechou com alta de 0,33%, aos R$5,3193. Em 2025, o dólar acumula baixa de 13,91%.
Às 17h03 na B3 o dólar para outubro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,12%, aos R$5,3330.
No exterior, o dia foi de alta do dólar ante a maior parte das demais divisas, com o mercado ponderando que, apesar de ter cortado sua taxa de referência em 25 pontos-base na tarde de quarta-feira, o Fed não deu indicações de que tem pressa para reduzir rapidamente os juros nos próximos meses.
Além disso, a divulgação de dados sobre pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que vieram abaixo do esperado, deu um suporte adicional à moeda norte-americana.
No Brasil, este impulso altista para o dólar foi contrabalançado pela própria decisão do Fed, somada ao anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na noite de quarta-feira, com os mercados já fechados, o colegiado manteve a taxa básica Selic em 15%, reforçando a mensagem de permanência neste patamar por período prolongado.
“A ‘superquarta’ confirmou os principais cenários do mercado, de corte de 25 pontos-base (de juros) nos EUA e manutenção no Brasil. O DXY (índice do dólar) sobe lá fora, por conta da resiliência do mercado de trabalho e porque o Fed não vê espaço para um ritmo mais agressivo de cortes”, comentou durante a tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.
“Mas a combinação entre a decisão do Fed com a postura conservadora do Brasil nos juros reforça a atratividade do país para os investidores”, acrescentou Duarte. Com isso, o dólar oscilou entre pequenas altas e baixas ante o real durante praticamente todo o dia, para acelerar apenas na reta final.
Na mínima do dia, às 9h08, logo após a abertura, o dólar à vista marcou R$5,2702 (-0,60%) e, na máxima, às 16h59, atingiu R$5,3200 (+0,34%).
Pela manhã o Banco Central do Brasil vendeu toda a oferta de 40.000 contratos de swap cambial tradicional em operação de rolagem.
Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,45%, a 97,388.
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