Atingidas por tarifas dos EUA, China e Asean assinam pacto de livre comércio atualizado
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Por Rozanna Latiff e Danial Azhar
KUALA LUMPUR (Reuters) - A China e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) assinaram uma atualização de seu acordo de livre comércio nesta terça-feira, com os líderes saudando o acordo que abrange a economia digital e verde, além de outros novos setores.
A Asean, composta por 11 membros, é o maior parceiro comercial da China, com o comércio bilateral totalizando US$771 bilhões no ano passado, de acordo com estatísticas da Asean.
A China está buscando intensificar seu envolvimento com a Asean, uma região com um produto interno bruto coletivo de US$3,8 trilhões, para combater as pesadas tarifas de importação impostas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, a países de todo o mundo.
"Devemos acelerar a liberalização e a facilitação do comércio e dos investimentos e fortalecer a integração e a interdependência industrial", disse o primeiro-ministro da China, Li Qiang, na reunião dos líderes da Asean nesta terça-feira.
Pequim tem procurado se posicionar como uma economia mais aberta, apesar das críticas de outras grandes potências sobre a expansão das restrições à exportação de terras raras e outros minerais essenciais.
A chamada versão 3.0 do acordo de livre comércio entre a Asean e a China foi assinada em uma cúpula dos líderes do bloco na Malásia, da qual Trump participou no domingo, no início de uma viagem pela Ásia.
(Reportagem de Rozanna Latiff e Danial Azhar)
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