China protesta contra restrição dos EUA a vistos para centro-americanos ligados a Pequim
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Por Jasper Ward
WASHINGTON (Reuters) - A China acusou os Estados Unidos nesta quarta-feira de violar a Carta das Nações Unidas após Washington anunciar uma política de vistos que tem como alvo pessoas de países da América Central que trabalham com Pequim.
A política, de acordo com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, restringirá os vistos dos EUA para cidadãos da América Central e seus familiares imediatos que "estejam agindo intencionalmente em nome do Partido Comunista Chinês e ameaçando a estabilidade da nossa região".
"Transformar os vistos em instrumento de pressão política vai contra a Carta da ONU e os princípios de igualdade soberana e não interferência. A América Central não é o 'quintal' de ninguém", escreveu a Embaixada da China em Washington no X.
A embaixada afirmou que a cooperação da China com os países da região contribuiu para as economias e os meios de subsistência locais. Também pontuou que as relações internacionais devem ser "construídas com base no respeito e na parceria, não na pressão".
O Departamento de Estado não respondeu imediatamente quando procurado para comentar o assunto.
O departamento, que rotineiramente notifica sobre restrições de visto em comunicados à imprensa, não indicou quantas novas restrições foram impostas como resultado da política, anunciada em setembro.
O presidente do Panamá -- um dos países mencionados na declaração da embaixada chinesa -- disse no mês passado que alguém da Embaixada dos EUA no Panamá havia ameaçado cancelar os vistos das autoridades panamenhas.
Os EUA expressaram suas preocupações com a crescente presença da China na América Latina, região historicamente sob a esfera de influência dos EUA.
(Reportagem de Jasper Ward)
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