Zelenskiy diz que texto sobre garantias de segurança dos EUA deve ser finalizado com Trump
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KYIV, 8 Jan (Reuters) - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, afirmou nesta quinta-feira que o texto sobre uma garantia de segurança bilateral entre Kiev e Washington estava "essencialmente pronto" para ser finalizado com o presidente dos EUA, Donald Trump.
Como pedra angular de qualquer acordo pós-guerra, Kiev buscou garantias sólidas que comprometam os EUA e outros aliados ocidentais a auxiliar a Ucrânia caso a Rússia invada o país novamente.
Enviados ucranianos e norte-americanos, acompanhados por uma coalizão de aliados da Ucrânia, estão negociando em Paris esta semana, em busca de soluções para as divergências restantes em um acordo de paz. Washington busca elaborar com Kiev o acordo antes de apresentá-lo à Rússia.
Na terça-feira, os EUA endossaram, pela primeira vez, a ideia de fornecer garantias de segurança à Ucrânia.
"O documento bilateral sobre garantias de segurança para a Ucrânia está agora essencialmente pronto para ser finalizado no mais alto nível com o presidente (Trump)", disse Zelenskiy em uma postagem no X.
Ele afirmou que as reuniões de quarta-feira entre representantes ucranianos e norte-americanos em Paris abordaram "questões complexas" do quadro em discussão, para pôr fim à guerra, e que Kiev apresentou suas soluções para essas questões.
O presidente ucraniano pediu maior pressão sobre a Rússia após novos ataques de mísseis contra a infraestrutura energética na quarta-feira, argumentando que a credibilidade das futuras garantias de segurança deve ser demonstrada por uma resposta nesta fase.
Sob a administração Trump, Washington mudou sua posição de apoiador declarado de Kiev para mediador, buscando um acordo de paz entre os dois lados.
Zelenskiy afirmou que, embora o acordo esteja 90% aprovado, ainda existem questões espinhosas em torno do controle da usina nuclear de Zaporizhzhia, bem como das exigências russas para que Kiev ceda uma parcela de território estrategicamente importante no leste do país. A área não foi capturada por Moscou em quase quatro anos de guerra.
"Entendemos que o lado americano irá dialogar com a Rússia e esperamos receber um retorno sobre se o agressor está realmente disposto a pôr fim à guerra", escreveu Zelenskiy no X.
Ele afirmou que as equipes também discutiram documentos relacionados à recuperação da Ucrânia no pós-guerra e ao desenvolvimento econômico.
No ano passado, o Banco Mundial estimou o custo da reconstrução e recuperação da Ucrânia em US$524 bilhões, enquanto o governo Trump buscou alavancar benefícios econômicos e o acesso privilegiado dos EUA ao país no período pós-guerra.
(Reportagem da redação de Kiev e de Max Hunder em Londres)
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