Juros futuros têm variações modestas com mercado à espera de dados do Brasil e dos EUA
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 8 Jan (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira com variações modestas, em mais um dia de noticiário relativamente calmo, com investidores à espera da divulgação de dados de inflação no Brasil e do mercado de trabalho nos EUA na sexta-feira.
No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,015%, em leve alta de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,983% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,525%, em baixa de 4 pontos-base ante 13,568%.
No início do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial ficou estável em novembro ante outubro e cedeu 1,2% ante novembro de 2024. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 0,2% na comparação mensal e queda de 0,1% em base anual.
Apesar da relativa fraqueza dos números, as taxas dos DIs exibiram leves altas pela manhã, em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior. Durante o dia, as taxas longas passaram a registrar baixas leves.
Mas as oscilações ocorreram em margens estreitas, com investidores demonstrando cautela antes das divulgações da sexta-feira. No Brasil, o IBGE anunciará o IPCA -- o índice oficial de inflação -- de dezembro e do acumulado de 2025, enquanto nos EUA o Departamento do Trabalho publicará o relatório de empregos payroll de dezembro.
Na manhã desta quinta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 8.000 na semana encerrada em 3 de janeiro, para 208.000, em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última semana.
Neste fim de tarde, o mercado precificava 88,4% de probabilidade de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve no fim do mês, contra 11,6% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a Ferramenta CME FedWatch. Atualmente os juros nos EUA estão na faixa de 3,50% a 3,75%.
Às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 4 pontos-base, a 4,181%.
Além da expectativa pelo payroll, os agentes seguiram atentos nesta quinta-feira aos desdobramentos da crise venezuelana. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a supervisão do país sobre a Venezuela, que inclui o controle da receita de petróleo do país sul-americano, poderá durar anos.
No Brasil, as apostas pela manutenção da taxa básica no fim deste mês seguem majoritárias. Na B3, as opções de Copom precificavam na terça-feira -- dado mais recente -- 68,75% de probabilidade de manutenção da Selic em 15%, contra 24,50% de chance de corte de 25 pontos-base.
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