Taxas dos DIs têm altas leves com dados de varejo no Brasil e auxílio-desemprego nos EUA

Publicado em 15/01/2026 16:46

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 15 Jan (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira com leves altas, influenciadas por dados do varejo brasileiro acima do esperado e pelos números de auxílio-desemprego nos EUA, que sustentaram os ganhos dos rendimentos dos Treasuries.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,075%, em alta de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,046% da sessão anterior. A taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,58%, com elevação de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,557%.

Antes da abertura da sessão, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários, rebatizada de CBSF, gestora ligada às fraudes do Banco Master, também em liquidação. Em nota, o BC afirmou que a liquidação da Reag ocorreu "por graves violações às normas" do sistema financeiro.

Embora o noticiário sobre a Reag tenha ficado no radar dos investidores, profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que ele não influenciou os preços.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na abertura da sessão que as vendas no varejo brasileiro subiram 1,0% em novembro ante outubro e 1,3% na comparação com novembro de 2024. Os percentuais ficaram acima das projeções do mercado conforme pesquisa da Reuters, que apontavam altas de 0,30% e 0,20%, respectivamente.

Na esteira dos números do varejo, as taxas dos DIs sustentaram altas, em movimento corroborado pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior.

Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos tiveram uma queda inesperada, o que reduziu a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve no curto prazo. Conforme o Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego na última semana caíram em 9.000, para 198.000, com ajuste sazonal, abaixo da projeção dos economistas consultados pela Reuters, de 215.000 pedidos.

Outro fator de suporte para a curva brasileira, conforme operador ouvido pela Reuters, foi o leilão regular de títulos prefixados realizado pela manhã pelo Tesouro, no qual foram vendidos 10,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 6 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F).

Em dias assim, é comum que participantes do leilão busquem hedge (proteção) no mercado de DIs, comprando taxa.

Neste cenário, a taxa do DI para janeiro de 2028 marcou a máxima de 13,105% (+6 pontos-base) às 15h01, enquanto o DI para janeiro de 2035 atingiu o pico de 13,610% (+5 pontos-base) às 11h15.

No exterior, além dos números norte-americanos, os agentes monitoraram desdobramentos das tensões geopolíticas recentes e os atritos entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chair do Federal Reserve, Jerome Powell.

Em entrevista exclusiva à Reuters, Trump afirmou que não tem planos de demitir Powell, apesar de uma investigação criminal do Departamento de Justiça sobre sua conduta. "Não tenho nenhum plano para fazer isso", disse Trump, quando questionado se tentaria remover Powell de seu cargo.

Trump também disse que a Ucrânia -- e não a Rússia -- está impedindo um possível acordo de paz e, em outros momentos da entrevista, ameaçou intervir em apoio aos manifestantes no Irã.

Às 16h34, o rendimento do Treasury de dois anos -- que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha alta de 5 pontos-base, a 3,562%. O retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,156%.

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Fonte:
Reuters

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