Dólar fecha em leve alta em linha com exterior

Publicado em 16/01/2026 17:18 e atualizado em 16/01/2026 17:51

Logotipo Reuters

 

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) - O dólar fechou a sexta-feira em leve alta no Brasil, próximo da estabilidade, em linha com o desempenho das divisas pares no exterior, em uma sessão de liquidez reduzida nos mercados.

O dólar à vista encerrou o dia em leve alta de 0,09%, aos R$5,3733. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,13%.

Às 17h37, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- avançava 0,02% na B3, aos R$5,3890.

No exterior, moedas pares do real, como o peso chileno e o peso mexicano seguiram tendência similar à divisa brasileira, registrando perdas contra o dólar.

Às 17h37, O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,03%, a 99,373.

Localmente, os agentes avaliaram os dados do o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador subiu 0,7% em novembro sobre o mês anterior, segundo dado dessazonalizado informado pelo BC. A leitura superou expectativa de economistas em pesquisa da Reuters de avanço de 0,30%.

Os números mais fortes podem indicar que o Banco Central tenha que postergar o início do corte dos juros.

"Em tese, isso puxaria o câmbio para baixo. Mas hoje, a parte externa parece ter prevalecido, com as Treasuries subindo, fazendo o dólar se valorizar contra as moedas de emergentes", disse Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos. Os rendimentos dos Treasuries americanos subiram nesta sexta-feira, com investidores avaliando dados econômicos recentes e a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve no curto prazo.

Os investidores também acompanharam comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que o Mercosul busca abrir outros mercados após concluir o acordo comercial com a União Europeia e quer fazer parcerias com o mundo todo, em especial com Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A declaração foi feita ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, na véspera da assinatura do acordo comercial entre UE e Mercosul, no sábado, em Assunção, no Paraguai.

(Por Igor Sodré)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário