Taxas dos DIs se firmam em baixa com Treasuries acomodados e dólar em queda
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 21 Jan (Reuters) - As taxas dos DIs se firmaram em baixa nesta quarta-feira, em um dia de maior acomodação dos Treasuries no exterior e de recuo firme do dólar ante o real, em meio ao fluxo de recursos de estrangeiros para a bolsa brasileira.
Às 12h30, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,145%, em baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,197% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,75%, com recuo de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,804%. O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- cedia para 4,283%, ante 4,295%.
No exterior, após o forte avanço visto na véspera, os rendimentos dos Treasuries seguiam em leve baixa nesta tarde de quarta-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter descartado o uso da força para passar a controlar a Groenlândia.
"As pessoas pensaram que eu usaria a força, mas eu não preciso usar a força", disse Trump na reunião anual do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. "Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força."
Como previsto, Trump não anunciou em seu discurso o futuro chair do Federal Reserve, em substituição a Jerome Powell, mas pontuou que todos os entrevistados para o cargo são ótimos, acrescentando que o problema é que eles mudam quando conseguem a função.
Além da queda dos rendimentos dos Treasuries, a baixa das taxas futuras no Brasil está em sintonia com o aprofundamento das perdas do dólar ante o real, em mais um dia de fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa.
Pela manhã, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master.
Conforme o BC, a liquidação ocorreu "em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial".
Outro ponto de atenção é o cenário político, após notícias na imprensa de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cancelou a visita que faria na quinta-feira ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília.
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