Dólar fecha perto da estabilidade no Brasil em dia de queda no exterior
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 26 Jan (Reuters) - O dólar fechou a segunda-feira praticamente estável ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou baixas ante a maior parte das demais divisas, com investidores à espera das decisões sobre juros no Brasil e nos EUA na próxima quarta-feira.
O dólar à vista fechou com leve recuo de 0,14%, aos R$5,2800, no menor valor de fechamento desde os R$5,2746 de 11 de novembro do ano passado. Em 2026, a divisa acumula baixa de 3,81%.
Às 17h04, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía 0,30% na B3, aos R$5,2875.
A sessão foi marcada pelo recuo da moeda norte-americana ante as demais divisas ao redor do mundo, em especial iene, em meio à expectativa de que o Banco do Japão possa intervir no mercado para segurar a divisa japonesa.
A moeda norte-americana também cedia ante o euro e a libra e em relação a pares do real como o rand sul-africano e o peso chileno.
“O dólar continua se enfraquecendo perante as outras moedas, e o nosso câmbio foi junto”, comentou durante a tarde João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp.
Após registrar a cotação máxima de R$5,2921 (+0,09%) às 9h49 -- ainda na primeira hora de negócios --, o dólar à vista cedeu à mínima de R$5,2611 (-0,50%) às 12h58, em um momento em que as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) também oscilavam perto das mínimas e o Ibovespa ameaçava virar para o positivo.
Na semana passada, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa conduziu a alta firme do Ibovespa, de 8,53%, e o recuo do dólar para abaixo dos R$5,30.
“Se continuarmos recebendo um bom volume de investimentos estrangeiros e tivermos novas quedas do dólar no exterior, há espaço para cotações abaixo dos R$5,25”, opinou Oliveira.
Na reta final da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade, com os agentes mantendo a cautela antes das decisões de política monetária da semana.
O Federal Reserve decide na tarde de quarta-feira sobre sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%. Já o Banco Central do Brasil anunciará na noite de quarta o novo patamar da Selic, hoje em 15% ao ano. Em ambos os casos a expectativa é de manutenção das taxas.
O diferencial entre as taxas de juros norte-americana e brasileira vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis distantes dos R$6,00 nos últimos meses.
No início do dia, o Banco Central informou que o saldo de transações correntes do Brasil foi negativo em US$68,791 bilhões em 2025. Na outra ponta, o investimento direto no país foi positivo em US$77,676 bilhões.
No meio da manhã, o Banco Central vendeu apenas US$1 bilhão do total de US$2 bilhões ofertados em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos, para rolagem do vencimento de 3 de fevereiro.
Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,21%, a 97,016.
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