Gasolina e etanol devem fechar o mês em alta apesar de redução da Petrobras, apontam especialistas

Publicado em 30/01/2026 18:16 e atualizado em 30/01/2026 19:08

Logotipo Reuters

SÃO PAULO, 30 Jan (Reuters) - Os preços da gasolina e do etanol nos postos de combustíveis no Brasil deverão encerrar o mês em alta, apesar de uma redução anunciada pela Petrobras, com impulso de um aumento da alíquota do ICMS aliado à entressafra de cana-de-açúcar, de acordo com especialistas de empresas que monitoram transações no varejo.

O valor médio do etanol subiu 3,52% na comparação da média de dezembro com o acumulado de janeiro até o dia 26, segundo o índice de preços da Edenred Ticket Log, que apontou alta de 1,89% para a gasolina. Já a ValeCard indicou avanço de 3,46% para o biocombustível e alta de 1,63% para o combustível concorrente nos postos.

Os levantamentos foram finalizados antes de a Petrobras, maior produtora de gasolina do Brasil, efetivar a redução de 5,2% no preço do combustível para as distribuidoras, na última terça-feira. Ainda assim, a tendência para o mês não deve ter alteração expressiva.

"Com a redução do preço da gasolina anunciada pela Petrobras no fim de janeiro, o cenário tende a mudar, mas esse movimento não se traduz em queda imediata nas bombas. Para as próximas semanas, o que se espera é um processo de acomodação gradual, já que os postos ainda operam com estoques adquiridos a preços mais elevados e contratos firmados anteriormente com distribuidoras", disse Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard.

Ele lembrou ainda que o repasse do preço da Petrobras para os consumidores depende da dinâmica regional de concorrência, dos custos logísticos e da composição final do combustível, que inclui a mistura do etanol anidro, mesmo com o ICMS padronizado nacionalmente.

"Por isso, eventuais reduções tendem a ocorrer de forma escalonada e desigual entre regiões, e não de maneira uniforme ou já na semana seguinte ao anúncio", acrescentou, em mensagem enviada à Reuters.

Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, destacou que, apesar da redução de 5,2% anunciada pela Petrobras, o reajuste do ICMS, que representou um aumento médio de 6,37%, acabou se sobrepondo.

"Na prática, isso significa que, mesmo com a queda no preço de origem, o consumidor ainda percebeu um leve aumento nas bombas, com impacto relativamente limitado no bolso", afirmou.

O índice Edenred Ticket Log ainda registrou alta de 0,97% para o diesel comum, enquanto o diesel S-10 teve aumento de 0,80% em janeiro, avanço um pouco maior do que o captado pela ValeCard (0,56%).

Após a estabilidade de dezembro, janeiro trouxe uma leve recomposição dos preços do diesel, influenciada por ajustes pontuais de mercado, diferenças regionais de oferta e também pelo impacto do novo ICMS, segundo a avaliação da Edenred Ticket Log.

"Embora o efeito do imposto seja mais perceptível na gasolina, o diesel também sentiu esse movimento, resultando em altas moderadas e ainda dentro de um cenário controlado", afirmou Mascarenhas.

(Por Roberto Samora)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário