Ibovespa recua com atenções voltadas ao Oriente Médio; MRV&Co e Brava são destaques de queda
![]()
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 7 Abr (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta terça-feira, refletindo cautela antes do término do prazo dado pelos Estados Unidos para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz ou, nas palavras do presidente norte-americano, Donald Trump, ser "destruído".
A cena corporativa brasileira também ocupava as atenções, com MRV&Co entre os destaques negativos após prévia operacional do primeiro trimestre, assim como Brava Energia, após negar negociação com a Ecopetrol.
Por volta de 11h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,68%, a 186.875,31 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$6,38 bilhões.
Trump estabeleceu um prazo até as 21h (horário de Brasília) para que um acordo com o Irã seja alcançado ou, afirmou, "uma civilização inteira vai morrer esta noite". O presidente dos Estados Unidos ameaçou destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã em quatro horas.
O Irã disse que retaliará contra a infraestrutura de aliados dos EUA no Golfo.
Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o mercado entrou em "compasso de espera quase total" e ninguém quer tomar um risco grande antes de saber se o prazo de Trump produzirá acordo ou nova escalada.
"Hoje, o mercado não está olhando para dado. Está olhando para o relógio", afirmou.
Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, cedia 0,76%, enquanto o barril do petróleo sob o contrato Brent mostrava acréscimo de 1,01%, a US$110,88.
DESTAQUES
- MRV&CO ON recuava 4,66%, tendo no radar prévia operacional do primeiro trimestre mostrando que a divisão MRV Incorporação registrou um consumo de caixa de R$24,2 milhões após ajustes, entre eles a exclusão da cessão de carteira e a mudança de critério de pagamento da Caixa Econômica Federal.
- BRAVA ENERGIA ON perdia 4,41%, após a companhia afirmar que não se encontra, neste momento, em negociações com a Ecopetrol envolvendo eventual aquisição de participação societária na Brava.
- SUZANO ON caía 6,15%, na terceira queda seguida. Investidores estão atentos a potenciais efeitos de custos nas margens do setor no primeiro trimestre do ano, o UBS BB também citando potencial impacto nos volumes da Suzano por paradas de manutenção. KLABIN UNIT perdia 3,88%.
- PETROBRAS PN avançava 0,8%, tendo ainda no radar mudanças na diretoria e eleição de Marcelo Pogliese como novo presidente do conselho de administração. O governo também indicou Guilherme Mello ao cargo de conselheiro e solicitou que a indicação dele seja considerada à presidência do colegiado.
- VALE ON subia 0,35%, em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China, onde contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) subiu 0,5%.
- ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,38%, em dia negativo no setor, com BRADESCO PN em queda de 1,02%, BANCO DO BRASIL ON com declínio de 0,98% e SANTANDER BRASIL UNIT em baixa de 1,58%.
- BRASKEM PNA subia 3,33%, em pregão de correção após um tombo de 7,59% na segunda-feira. Investidores seguem monitorando possíveis medidas sob avaliação da petroquímica para lidar com o seu elevado endividamento.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
0 comentário
Ibovespa fecha em queda com bancos e "utilities"; Petrobras e Vale atenuam perda
Ibovespa fecha em queda com realização, mas acumula ganho de 12,4% no mês
Ibovespa cai 3% com aversão a risco global por tensão no Oriente Médio
Ibovespa tem maior queda do ano com guerra no Oriente Médio
Ibovespa fecha em queda com incerteza sobre Oriente Médio
Ibovespa recua com exterior e balanços no radar