Wall Street recua sob pressão de tensões entre EUA e Irã

Publicado em 01/07/2026 11:55 e atualizado em 01/07/2026 14:57

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Por Niket Nishant e Avinash P

1 Jul (Reuters) - Os principais índices de Wall Street caíam nesta quarta-feira conforme as tensões entre os Estados Unidos e o Irã lançava uma sombra sobre as negociações de paz no Oriente Médio, definindo um tom de cautela para o segundo semestre do ano.

Teerã afirmou que não se reunirá com os enviados dos EUA que voaram para a região após um surto de hostilidades. Embora uma fonte com conhecimento direto das negociações, bem como uma autoridade iraniana, tenham afirmado que os EUA e o Irã mantiveram conversas técnicas em Doha, a retórica contraditória sugeriu que um avanço significativo pode acabar sendo difícil de alcançar.

Falsas esperanças repetidas tornaram o conflito difícil de acompanhar, levando alguns investidores a se concentrarem, em vez disso, nos pilares fundamentais da economia. As quedas, no entanto, indicaram que a guerra no Oriente Médio é difícil de ignorar, especialmente devido ao impacto que a região exerce sobre os mercados globais de energia.

O Índice Dow Jones Industrial Average caía 0,11%, para 52.262,87 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,26%, a 7.479,82 pontos, e o Nasdaq Composite tinha queda de 0,54%, para 26.073,29 pontos.

No segundo trimestre de 2026, o S&P 500 e o Nasdaq Composite registraram seus melhores desempenhos trimestrais desde 2020, enquanto o Dow Jones teve o melhor desempenho desde 2022.

“Não tenho a impressão de que haja muita euforia no mercado no momento. O clima é otimista, mas não complacente”, disse Benjamin Jones, diretor global de pesquisa da Invesco.

Os investidores estão preocupados com a possibilidade de o Federal Reserve precisar aumentar a taxa de juros e mantê-la elevada para controlar a inflação.

Os operadores projetam que o banco central aumentará os juros pelo menos uma vez até o final do ano, de acordo com dados compilados pela LSEG.

(Reportagem de Niket Nishant e Avinash P em Bengaluru)

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Fonte:
Reuters

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