Taxas dos DIs sobem em manhã de avanço do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries

Publicado em 07/07/2026 10:32 e atualizado em 07/07/2026 11:04

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 7 Jul (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) sustentam altas nesta manhã de terça-feira, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries e o petróleo também têm ganhos leves, com investidores atentos ao noticiário sobre o Oriente Médio.

Às 10h08, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,115%, em alta de 7 pontos-base ante o ajuste de 14,043% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,375%, com avanço de 5 pontos-base ante o ajuste de 14,321%.

Na segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA chegarão a um acordo com o Irã ou “terminarão o serviço”, em mais uma ameaça de ação militar no Oriente Médio.

Nesta terça-feira, dois navios-tanques -- um do Catar e outro da Arábia Saudita -- foram atingidos no Estreito de Ormuz, sem que houvesse reivindicação de autoria dos ataques. O Irã afirmou que não haveria mais negociações de paz, a menos que Trump cesse as ameaças de retomar a guerra.

Em meio às tensões, o petróleo Brent operava em alta, na faixa dos US$72 o barril, ainda que em patamar bem inferior ao visto nos meses anteriores. Os rendimentos dos títulos norte-americanos também subiam.

Às 10h08, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 1 ponto-base, a 4,493%.

No Brasil, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou mais cedo que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,79% em junho, após uma taxa positiva de 0,87% em maio. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam por deflação de 0,60% em junho. No acumulado de 12 meses, a taxa está positiva em 3,59%.

Nas últimas semanas, na esteira dos dados econômicos mais recentes e do discurso do Banco Central, investidores têm elevado as apostas de que a instituição cortará em agosto novamente a Selic, hoje em 14,25% ao ano.

Na última sexta-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 72% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 25,9% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25%. Duas semanas antes, em 19 de junho, os percentuais eram de 26% para corte de 25 pontos-base e 68,5% para manutenção.

Investidores aguardam ainda nesta manhã pelo leilão regular do Tesouro de Notas do Tesouro Nacional -- Série B (NTN-B), títulos indexados à inflação, e Letras Financeiras do Tesouro (LFT), papéis vinculados à taxa básica Selic.

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Fonte:
Reuters

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