Governo anuncia R$18,5 bi em crédito para setores afetados por tarifa dos EUA e conflitos
![]()
Por Lisandra Paraguassu e Bernardo Caram
BRASÍLIA, 22 Jul (Reuters) - O governo federal anunciou nesta quarta-feira R$18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos e por conflitos internacionais.
Do total previsto para a nova etapa do plano Brasil Soberano, R$13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional, enquanto R$5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou o Palácio do Planalto.
A iniciativa, a ser implementada por meio de uma medida provisória, vai liberar financiamentos para capital de giro, compras de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e busca por novos mercados.
O plano efetivo para a alocação dos recursos será elaborado pelo BNDES e passará por aprovação de um conselho de ministérios.
"O mecanismo permitirá direcionar os financiamentos de acordo com os impactos enfrentados por cada setor e com sua relevância estratégica para a economia e o comércio exterior brasileiro", informou o Planalto em nota.
O governo informou que exportadores atingidos por tarifas dos EUA são os principais beneficiados pelo programa, citando os setores de aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, carvão, máquinas e equipamentos, elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel e açúcar.
As linhas também atenderão setores considerados estratégicos, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos.
O anúncio representa a terceira etapa do programa Brasil Soberano, criado no ano passado em resposta ao primeiro tarifaço imposto pelos EUA sobre o país --cobrança posteriormente derrubada pela Suprema Corte norte-americana-- para oferecer linhas de crédito favorecidas e incentivar a busca de novos mercados por setores afetados. O programa também alcança empresas impactadas pelos efeitos do conflito militar no Oriente Médio.
Os Estados Unidos anunciaram na semana passada a imposição de uma nova tarifa de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil, taxação que entrou em vigor nesta quarta-feira.
A tarifa é resultado de investigações sobre supostas práticas comerciais desleais, que vão do comércio digital ao desmatamento ilegal, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
Autoridades do governo brasileiro dizem que a medida é injustificada, mas têm adotado cautela ao afirmarem que o país seguirá em negociação com os norte-americanos, evitando por ora anúncios de retaliação ou aplicação da lei de reciprocidade.
(Por Lisandra Paraguassu e Bernardo Caram, edição de Pedro Fonseca e Isabel Versiani)
0 comentário
Ibovespa fecha em alta firme com impulso de blue chips
Petróleo sobe mais de 3% e fecha na máxima em seis semanas com tensões no Oriente Médio
Ataques do Irã a instalações da CIA levantam questões sobre possível papel da Rússia
Governo anuncia R$18,5 bi em crédito para setores afetados por tarifa dos EUA e conflitos
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$189 milhões em julho até dia 17, diz BC
Índice europeu STOXX 600 fecha na máxima em duas semanas