Economista-chefe do BCE vê retorno da inflação à meta a partir de meados de 2027, segundo jornal
![]()
ZURIQUE, 22 Set (Reuters) - O choque de energia que está elevando os preços do petróleo e do gás deve se prolongar por mais tempo do que o Banco Central Europeu havia previsto em março, já que os riscos geopolíticos parecem estar novamente elevados, disse o economista-chefe do BCE, Philip Lane, ao jornal suíço Le Temps.
“Como resultado, acreditamos que essa segunda onda de aumentos nos preços da energia deve levar a uma inflação mais alta e mais persistente, antes de recuar em direção à nossa meta a partir de meados de 2027”, disse Lane.
Questionado se via efeitos de contágio em outros preços, como os da eletricidade ou dos serviços, Lane disse:
“Até agora, de fevereiro até o momento, isso não ocorreu, e essa é a boa notícia. No entanto, a segunda onda de aumentos nos preços da energia que estamos vendo hoje provavelmente exercerá pressão de alta sobre os preços dos alimentos, da energia de maneira mais ampla — incluindo a eletricidade — e dos preços dos bens em geral. Em contrapartida, as pressões sobre os serviços devem permanecer relativamente contidas.”
(Por Dave Graham)
0 comentário
Autoridades do BCE reconhecem riscos da guerra, mas prometem manter inflação sob controle
BCE ainda não observou grandes impactos de segunda ordem na inflação da alta de energia, diz Kazaks
BCE mantém juros em possível última pausa antes de alta em junho
Membro do BCE afirma que não há sinais de alívio na inflação mesmo que Estreito de Ormuz reabra em breve
Inflação na zona do euro pode permanecer alta mesmo com acordo de paz, afirma economista-chefe do BCE
BCE mantém taxas de juros mas alta em setembro continua em jogo