BC monitora efeito indireto do choque do petróleo e diz que ainda não há propagação inflacionária relevante
![]()
BRASÍLIA, 24 Set (Reuters) - O Banco Central afirmou nesta quinta-feira que o recente choque nos preços do petróleo ainda não gerou propagação inflacionária relevante por meio de efeitos indiretos na economia brasileira, apesar dos impactos diretos sobre preços.
Em suas comunicações, o BC tem apontado que não reagirá a efeitos diretos e momentâneos da variação de preços do petróleo diante da guerra no Oriente Médio, mas tem enfatizado que não permitirá que esse choque se propague para a inflação do país de forma perene.
Entre os sinais de que não há propagação, a autarquia disse que empresas relatam dificuldades para repassar integralmente os aumentos de custos decorrentes do choque. Além disso, segundo o BC, não se observam sinais de aumento da inflação em segmentos menos expostos ao aumento do petróleo nem de aceleração de salários de trabalhadores.
O BC ponderou que a avaliação deve ser cautelosa, citando preocupação com o aumento das expectativas de mercado para a inflação desde o início do conflito, além de um cenário menos benigno com atividade aquecida e inflação perto do teto da meta.
“Os riscos de propagação não podem ser descartados. Nesse contexto, além de acompanhar a própria evolução do atual choque de preços de petróleo e derivados e seus efeitos primários, é fundamental continuar monitorando possíveis sinais de sua propagação por meio de efeitos de segunda ordem”, disse no documento.
(Por Bernardo Caram, edição de Camila Moreira)
0 comentário
Autoridades do BCE reconhecem riscos da guerra, mas prometem manter inflação sob controle
Temores do BCE sobre inflação persistem apesar da queda no preço do petróleo
Autoridades do BCE adotam tom cauteloso em relação aos riscos de inflação, mas pedem vigilância
Empresas da zona do euro enfrentam dificuldades para elevar preços ao consumidor após choque do Irã, mostra pesquisa do BCE
BC diz que guerra no Irã pode ter materializado riscos para inflação e vê maior chance de impactos duradouros