Ibovespa fecha em queda com exterior e eleições no foco

Publicado em 07/10/2026 17:09 | Atualizado em 07/10/2026 17:48

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Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 7 Out (Reuters) - O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em queda, com o mercado local refletindo o ambiente negativo externo e realizando lucros depois do rali eleitoral após o primeiro turno das eleições presidenciais.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,74%, a 204.302,33 pontos, após marcar 204.176,12 na mínima e 206.877,47 na máxima do dia.

O volume financeiro no pregão desta quarta-feira somou R$57,2 bilhões antes dos ajustes finais.

A bolsa brasileira acompanhou a tendência das principais praças acionárias globais, que fecharam no campo negativo diante da alta dos preços do petróleo para mais de US$100 em meio a novas tensões no Oriente Médio. O S&P 500 encerrou o dia em queda de 0,22%.

Os agentes também avaliaram a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve realizada em setembro, divulgada na tarde desta quarta-feira.

O documento mostrou que os formuladores de política monetária do Fed estavam divididos no mês passado quanto aos fundamentos para o aumento das taxas de juros, com “alguns participantes” considerando o aumento necessário para conter o impacto dos choques nos preços do petróleo e outros choques, enquanto um grupo via a medida como necessária para proteção contra a inflação impulsionada pela demanda.

Localmente, o destaque continuou sendo o cenário eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu apoio dos partidos Novo, União e PP para o segundo turno e participa de reunião da bancada do PL. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve reunião com jovens deputados eleitos e pode participar de encontro do diretório do PT.

O diretor de análises da ZERO Markets Brasil, Marcos Praça, avalia que, para os próximos dias, a expectativa é de volatilidade elevada no mercado brasileiro, com o cenário político novamente no centro das atenções. Pesquisas eleitorais podem "provocar ajustes importantes nas posições construídas desde o primeiro turno, especialmente em dólar, juros e ações domésticas mais sensíveis à percepção fiscal", afirmou.

"Depois da forte valorização recente, o mercado deverá exigir sinais mais concretos sobre alianças, propostas econômicas e capacidade de implementação de uma eventual agenda fiscal mais restritiva", disse Praça.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN subiu 0,95% e PETROBRAS ON subiu 1,25%, enquanto, no exterior, com o petróleo tipo Brent fechou em queda de 1,30%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 2,66%, BRADESCO PN recuou 3,68%, SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,01% e BTG PACTUAL teve queda de 2,52%, revertendo parte dos ganhos observados nas últimas duas sessões. BANCO DO BRASIL ON, que liderou as perdas na véspera, desvalorizou 1,87%.

• VALE ON recuou 2,3%, sem a referência do mercado chinês. No setor, USIMINAS PNA teve queda 1,64%, enquanto GERDAU PN registrou perda de 1,25%.

• PRIO ON avançou 0,9%, após a companhia arrematar blocos Magnetita e Hematita, ambos na Bacia de Campos, em leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

• GPA ON subiu 4,15%. A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial da companhia.

• MAGAZINE LUIZA ON teve alta de 5,09%, liderando os ganhos do Ibovespa, em meio ao recuo das taxas curtas dos juros futuros.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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