Dólar tem leve baixa no dia, mas fecha semana com alta de 1,75% com eleição no foco
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 16 Out (Reuters) - O dólar oscilou em margens estreitas nesta sexta-feira e fechou a sessão com leve baixa no Brasil, influenciado por um lado pelas novas pesquisas eleitorais, mostrando empate técnico na disputa pela Presidência, e por outro pelo recuo da moeda norte-americana no exterior.
O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,30%, a R$5,0730. Na semana, a moeda acumulou alta de 1,75% e, no ano, recuo de 7,58%.
Às 17h04, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,50% na B3, aos R$5,0895.
No fim da manhã desta sexta-feira a pesquisa CNT/MDA mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46,8% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,9%, uma diferença de apenas 0,9 ponto percentual. Brancos e nulos somam 4,9% e indecisos são 2,4%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
O levantamento somou-se a outros divulgados nesta semana que também apontaram para uma disputa indefinida. Na noite de quinta-feira, a pesquisa Datafolha mostrou que a vantagem de Flávio sobre Lula caiu de 4 para 2 pontos percentuais. O senador tem agora 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Os indecisos somam 2% e os que pretendem votar em branco, nulo ou não vão votar são 6%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, eles estão tecnicamente empatados.
Assim como em sessões anteriores, a reação de Lula nas pesquisas deu força às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e ao dólar ante o real. Após ter marcado a mínima intradia de R$5,0686 (-0,39%) às 10h30, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,0958 (+0,14%) às 11h53, após a divulgação dos números da CNT/MDA.
Na prática, notícias não tão favoráveis a Flávio têm dado força ao dólar ante o real. Isso porque boa parte dos agentes do mercado considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.
Enquanto as pesquisas trouxeram um viés de alta para as cotações, o cenário externo exerceu pressão contrária, em função da baixa da moeda norte-americana ante outras divisas na esteira da redução das apostas de nova alta de juros nos EUA este mês.
Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,27%, a 101,770.
(Edição de Isabel Versiani)
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