Mercado ajusta para baixo projeções de inflação, PIB e câmbio neste ano no Focus
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SÃO PAULO, 26 Out (Reuters) - Economistas consultados pelo Banco Central ajustaram para baixo suas projeções para a inflação, o crescimento da economia e o câmbio ao final deste ano, mostrou o Boletim Focus nesta segunda-feira, que também apontou uma revisão para baixo na taxa básica de juros ao final do ano que vem.
Os agentes veem agora uma inflação medida pelo IPCA de 5,19% ao fim de 2026, ante estimativa de 5,22% uma semana atrás. Para 2027, a inflação é estimada agora em 4,34%, ante 4,32%. Para 2028 a conta se manteve em 3,75%.
A meta de inflação é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O mercado também passou a ver crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,80% ao fim deste ano, ante 1,83% uma semana atrás, e 1,31% em 2027, ante 1,32%. Para o câmbio, os agentes enxergam o dólar cotado a R$5,05 ao fim deste ano, ante R$5,13 na semana passada, e para o ano que vem a estimativa é de R$5,15, ante R$5,22.
As estimativas para a taxa básica de juros Selic ao final de 2026 foram mantidas em 13,25% ao ano, com expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central faça um corte de 0,25 ponto percentual em sua reunião de novembro e uma nova redução de mesma magnitude no encontro de dezembro. Para 2027, os economistas ouvidos pelo BC passaram a ver a Selic em 11,75%, ante 12,00% na semana anterior.
A pesquisa realizada com cerca de uma centena de instituições financeiras foi concluída na sexta-feira, antes de, no domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistar uma virada histórica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial e conquistar um inédito quarto mandato na Presidência da República.
Após o resultado eleitoral, os ativos brasileiros registravam fortes quedas no exterior e a expectativa é de que as ações brasileiras e o real despenquem no pregão desta segunda-feira. Agentes do mercado financeiro preferiam uma vitória de Flávio sob o argumento de que, com ele no Palácio do Planalto, haveria uma chance maior de controle nas contas públicas, embora nem o senador nem seus assessores econômicos tenham apresentado detalhes concretos de um eventual ajuste durante a campanha.
Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do BC com cerca de 100 instituições financeiras:
Expectativas de mercado 2026 2026 2027 2027
Mediana Há 1 Hoje Há 1 Hoje
semana semana
IPCA (%) 5,22 5,19 4,32 4,34
PIB (%) 1,83 1,80 1,32 1,31
Dólar (fim de período-R$) 5,13 5,05 5,22 5,15
Selic (fim de período-% 13,25 13,25 12,00 11,75
a.a.)
Preços administrados (%) 4,84 4,80 3,86 3,99
Conta corrente (US$ bi) -60,00 -60,00 -59,35 -59,35
Balança comercial (US$ bi) 80,15 80,00 79,70 79,80
IDP (US$ bi) 80,00 80,00 80,00 80,00
Dívida líquida pública 70,10 70,10 74,00 74,00
(%/PIB)
(Por Eduardo SimõesEdição de Tatiana Ramil)
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