Taxas dos DIs oscilam perto da estabilidade com mercado à espera do Fed

Publicado em 28/10/2026 10:37 | Atualizado em 28/10/2026 12:29

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 28 Out (Reuters) - Depois da forte volatilidade dos últimos dias, na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as taxas dos DIs operavam próximas da estabilidade nesta manhã de quarta-feira, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries também mostravam acomodação antes da decisão sobre juros do Federal Reserve nesta tarde.

Às 10h21, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,36%, em baixa de 2 pontos-base ante o ajuste de 14,381% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,915%, com alta de 1 ponto-base ante 14,907%.

Na segunda-feira as taxas dispararam mais de 250 pontos-base em alguns vencimentos, com os agentes reagindo negativamente à vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o favorito da Faria Lima. Na terça-feira houve certo ajuste de baixa, com as taxas cedendo aproximadamente entre 30 e 40 pontos-base ao longo da curva.

Nesta quarta-feira as taxas voltaram a subir após a abertura, mas em movimento modesto, para depois se reaproximarem da estabilidade.

O evento econômico do dia é a decisão sobre juros do Federal Reserve, às 15h (horário de Brasília). Nesta manhã, os futuros dos Fed Funds precificavam em 90,6% a chance de manutenção dos juros norte-americanos na faixa de 3,75% a 4,00%, contra 9,4% de probabilidade de aumento de 25 pontos-base, conforme a Ferramenta CME FedWatch.

Às 10h21, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 1 ponto-base, a 4,749%. Já o retorno do título de dez anos --referência global para decisões de investimento-- mostrava estabilidade, a 4,995%.

Mais do que a decisão em si, os agentes estarão atentos a possíveis indicações do Fed sobre a possibilidade de uma alta em dezembro, tendo em vista a pressão inflacionária e a continuidade da guerra no Oriente Médio.

Juros mais altos nos EUA, no limite, são um fator de pressão de alta para a curva brasileira.

Nesta manhã, o petróleo Brent voltou a subir para acima dos US$115 o barril, mantendo as preocupações com os impactos inflacionários da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

No Brasil, com a agenda de indicadores esvaziada, as atenções seguiam voltadas para a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência, para os EUA. O avião que transportava o senador e sua família chegou nesta manhã de quarta-feira em Miami, onde eles receberão vistos de entrada do governo dos EUA.

Investigado em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio descumpriu a ordem para entregar seus passaportes e saiu do país dois dias depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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