FINANCEIRO: Grécia preocupa e mau humor volta ao mercado

Publicado em 01/11/2011 08:22 e atualizado em 01/11/2011 09:06 471 exibições
A tensão e o mau humor voltaram ao mercado financeiro. O que pesa sobre os negócios nesta terça-feira é a notícia de que o primeiro ministro grego George Papandreou vai colocar o resgate da Grécia em um referendo.

A informação foi interpretada como uma nova ameaça de intensificação da crise na Zona do Euro e, além de desagradar o mercado, ainda fez com que queixas fosses geradas pela Alemanha de que Atenas estaria se esquivando do acordo firmado na semana passada, como noticiou a Reuters.

O cenário macroeconômico não recebeu a notícia com bons olhos, uma vz que há semanas a população vem protestando na Grécia contra medidas de austeridades propostas pelo país.

Na última quinta-feira, os líderes da Zona do Euro concordaram em conceder à capital grega um pacote de 130 bilhões de euros, além do corte de 50% de sua dívida.

O anúncio tem sido o principal fator de nervosismo do mercado hoje. Na Ásia, as principais bolsas de valores fecharam a terça-feira em queda, temendo o futuro da economia mundial.

Na Europa, as ações também recuam expressivamente refletindo as informações sobre o referendo. Segundo uma notícia no site do Estado de S. Paulo, o presidente francês Nicolas Sarkozy estava bastante preocupado com o anúncio da decisão de Papandreou.

“A decisão da Grécia é irracional e, do ponto de vista deles, é perigosa”, teria afirmado uma fonte próxima de Sarkozy, de acordo com o jornal Le Monde, da França.

Veja nas notícias dos principais veículos de comunicação a comportamento do mercado nesta terça-feira e a repercussão do referendo proposto pela Grécia:
(clique nos títulos para ler as notícias na íntegra)

>> Na Reuters: Referendo grego ameaça nova crise na zona do euro

O anúncio surpreendente do primeiro-ministro George Papandreou de que vai colocar o resgate da Grécia em um referendo ameaçou intensificar a crise da zona do euro, além de gerar queixas na Alemanha de que Atenas esteja tentando se esquivar do acordo.

Os líderes da zona do euro concordaram na semana passada em conceder a Atenas um segundo pacote, de 130 bilhões de euros, e um corte de 50% em sua dívida. O preço do pacote é um programa de cortes de gastos que desencadeou uma onda de protestos entre os gregos.

>> Bolsas de Seul e Xangai fecham perto da estabilidade; Tóquio cai 1,7%

O movimento das ações de empresas ligadas a matérias-primas e preocupações com a situação da economia internacional guiaram as operações nos mercados acionários asiáticos nesta sessão.

Os investidores avaliaram, por exemplo, o comportamento da atividade manufatureira na China. Pesquisa da Federação de Logística e Compra do país mostrou que o índice que mede o desempenho do setor recuou para 50,4 em outubro, ou 0,8 ponto abaixo da leitura de setembro e perto da marca de 50, que separa o crescimento da contração.

>> No Estadão: Bolsas na Europa reagem mal ao referendo da Grécia

A notícia sobre o referendo na Grécia para votar a ajuda da União Europeia não agrada os mercados. As bolsas na Europa têm forte queda nesta manhã.

Às 8h20, a Bolsa de Londres recuava 2,47%, Paris, 3,8%, Frankfurt, 3,78%, e Madri, 3,68%.

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, defendeu nesta segunda-feira, 31, a realização de um referendo sobre o novo acordo de ajuda financeira para seu país.

>> UE ainda não foi notificada sobre referendo grego

A Comissão Europeia disse que não tinha sido notificada formalmente pelo governo grego sobre seus planos de realizar um referendo sobre o pacote de resgate do país. O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou o referendo na segunda-feira, ameaçando piorar a crise da zona do euro e provocando queixas na Alemanha de que Atenas está tentando se esquivar do acordo. "A única coisa que está nos segurando é que os gregos não nos informaram formalmente (sobre o referendo)", disse a porta-voz da Comissão Europeia.

"Até que tenhamos, por exemplo, uma carta, ou algo assim, do primeiro-ministro grego, eu não esperaria alguma reação de nossa parte". Ela disse que a Comissão Europeia estava trabalhando em uma declaração e estava esperando a Grécia confirmar o referendo.

Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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