Pessimismo permanece no financeiro mesmo com saída de Papandreou

Publicado em 07/11/2011 09:52 397 exibições
George Papandreou não comanda mais a Grécia. Sob forte pressão, o primeiro ministro deve entregar hoje seu cargo depois da formação de um governo de coalização no país.

Como mostra uma notícia no site do Estadão nessa manhã de segunda-feira, um novo governo será formado e eleições serão convocadas após a aprovação do pacote de resgate apresentado pela União Europeia.

O principal objetivo desse anúncio ter sido feito no domingo era que os mercados tivem um início de semana mais tranquilo. Porém, o efeito parece não ter sido alcançado.

Na Ásia, as principais bolsas de valores encerraram o dia em queda e na Europa os índices também recuam nesta segunda-feira.  No entanto, a expectativa depois da saída de Papandreou é bastante positiva.

O nome mais cotado para assimir o governo grego é de LUcas Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central Europeu.

George Papandreou não comanda mais a Grécia. Sob forte pressão, o primeiro ministro deve entregar hoje seu cargo depois da formação de um governo de coalização no país.

Como mostra uma notícia no site do Estadão nessa manhã de segunda-feira, um novo governo será formado e eleições serão convocadas após a aprovação do pacote de resgate apresentado pela União Europeia.  O nome mais cotado para assimir o governo grego é de Lucas Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central Europeu.

O principal objetivo desse anúncio ter sido feito no domingo era que os mercados tivem um início de semana mais tranquilo. Porém, o efeito parece não ter sido alcançado.

Na Ásia, as principais bolsas de valores encerraram o dia em queda e na Europa os índices também recuam nesta segunda-feira.  No entanto, a expectativa depois da saída de Papandreou é bastante positiva.

O sistema financeiro segue refletindo a fragilidade com as quais os acordos, detalhes e anúncios ainda são feitos e realizados. Nada de concreto foi confirmado e essa incerteza prejudica o bom desempenho das negociações.

Outra notícia que  prejudica os mercados hoje são as informações vindas da Itália sobre a estabilidade de seu governo bem como sua capacidade de lidar com a própria crise da dívida.

No Estadão, alguns estrategistas da Forex. com fizeram um alerta. “A obsessão da semana passada com a Grécia está destinada a mudar para a Itália nesta semana, com o a coalizão do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, em sério risco de se romper”.

Veja um apanhado dos principais veículos de comunicação sobre o comportamento do mercado nesta segunda-feira:

>> Na Folha: Bolsas da Ásia recuam após acordo de coalizão na Grécia

As Bolsas de Valores asiáticas mostraram fragilidade nesta segunda-feira e os mercados de crédito enfraqueceram, com investidores ainda nervosos apesar do acordo que prevê a formação de um novo governo de unidade na Grécia, para evitar um iminente "default" do país.

>> No Estadão: Bolsas na Europa caem com temores sobre crise da dívida na Itália

As bolsas da Europa operam em queda nesta segunda-feira, apesar das expectativas iniciais de um início positivo, à medida que a atenção dos investidores desviou-se da Grécia para a Itália com os temores sobre a estabilidade do governo italiano e sua capacidade para lidar com a própria crise da dívida.

O desconforto político na Itália e os temores de que o caminho que o país está seguindo para lidar com seus problemas levaram os yields dos bônus de 10 anos e o custo para assegurar a dívida do governo italiano contra default a atingirem níveis recorde hoje.

>> Na Reuters: Grécia sela coalizão sob pressão da União Europeia

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, fechou um acordo com a oposição em uma coalizão de crise para aprovar ajuda internacional, mas os detalhes permanecem frágeis, apesar de um ultimato da União Europeia (UE) para Atenas levar a sério seus problemas. Com a Grécia devendo ficar sem dinheiro em poucas semanas, a União Europeia disse aos partidos políticos que expliquem até a noite de segunda-feira como irão formar um governo de unidade para obter os 130 bilhões de euros (US$ 180 bilhões) de financiamento de emergência.

Papandreou, que selou seu destino na semana passada com uma desastrosa tentativa de convocar um referendo sobre o resgate, vai sair quando o novo governo assumir o controle, disse o escritório do presidente grego.

Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Acho que o problema da Grécia serve de desculpa para um problema maior...

    A Zona do Euro tem que passar por uma reformulação. A unificação dos paises da Europa trouxe consigo, na minha modesta opinião, um tipo de "malemolência", fazendo com que as economias dos participantes encostassem uns nos outros ...A Grécia é muito pequena prá levar tanta culpa...Saindo da Zona do Euro seria um ganho muito bom para ela...Desvaloriza sua mo oeda e começa faturar com as exportações...

    As vezes, para alguns problemas, precisamos buscar no passado as soluções...

    0