Acompanhe os preparativos para a paralisação do país nesta sexta (14)

Publicado em 11/06/2013 17:56 e atualizado em 13/06/2013 18:08 3364 exibições

Nesta sexta-feira, dia 14 de junho, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) promove em todo o Brasil uma mobilização pela revisão e suspensão de demarcações de terras indígenas. 

Cada estado e e região organizará mobilizações em rodovias, praças e locais com grande circulação de pessoas. O movimento acontece das 9h às 14h. Veja o convite que convoca os produtores rurais de todo país a se unirem pela causa.

Convite Mobilização Nacional - 14.06.2013

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Abaixo, as convocações de entidades de todo o país. 

Sindicato Rural de Tangará da Serra

Produtor Rural:

O Sindicato Rural de Tangará da Serra informa que nesta sexta-feira, dia 14/06, haverá uma mobilização nacional contra a Demarcação de Terras Indígenas no Brasil, numa ação da FPA – Frente Parlamentar da Agropecuária.

Em Mato Grosso, a mobilização é organizada pela Famato e conta, no âmbito da FPA, com a liderança do deputado federal Nilson Leitão. O local será na BR 364/163, saída de Cuiabá para Rondonópolis, no horário das 09h00 às 14h00, quando realizaremos panfletagem e entrega de alimentos não perecíveis aos viajantes.

É sabido que novas ampliações e criações de Terras Indígenas estão por ocorrer, o que deverá agravar a situação de conflito no campo. A situação é séria e o setor produtivo precisa estar unido para combatê-la.

Por isso, Produtor Rural, a sua participação nestas ações é essencial para o fortalecimento do setor produtivo. É preciso mobilização diante de situações como esta, que abalam o nosso segmento, base da economia nacional.

Assim, a Famato disponibilizara, nesta sexta-feira, ônibus para o deslocamento dos produtores rurais interessados em marcar presença na mobilização.

O ônibus sairá da sede do Sindicato Rural de Tangará da Serra, no Parque de Exposições, conforme programação a seguir.

Data: 14/06/2013 (Sexta-feira);

Hora da partida: 05h00

Destino: BR 364/163 (Posto da Polícia Rodoviária Federal - Cuiabá, sentido Rondonópolis)

(*) Haverá almoço após o término da mobilização.

(*) Não haverá quaisquer despesas aos produtores que se deslocarem com o ônibus disponibilizado pelo Sindicato Rural e pela Famato.

(*) Confirmar presença até o dia 12/06/2013 (Quarta-feira), às 16h00, pelo telefone 3325-0142, ou pessoalmente no Sindicato Rural de Tangará da Serra.

(*) Obs: Haverá necessidade de no mínimo 30 pessoas para viabilizar o ônibus.

Sindicato Rural de Sorriso:

SINDICATO RURAL DE SORRISO CONVIDA TODOS OS PRODUTORES RURAIS INTERESSADOS EM PARTICIPAR DO MOVIMENTO CONTRA AS DEMARCAÇÕES ARBITRÁRIAS DE TERRAS INDÍGENAS NO BRASIL. A MOBILIZAÇÃO SERÁ NESTA SEXTA (14), DAS 9H ÀS 14H, NO POSTO RODOVIÁRIO FEDERAL (NA SAÍDA PARA RONDONÓPOLIS). SERÃO DISTRIBUÍDOS PANFLETOS INFORMANDO A POPULAÇÃO SOBRE A REAL SITUAÇÃO DESTAS DEMARCAÇÕES. PARTICIPE!

INSCRIÇÃO ATÉ DIA 12/06 QUARTA-FEIRA,
NO SINDICATO RURAL DE SORRISO 3544-4205 
CONDUÇÃO E ALIMENTAÇÃO POR CONTA DO SINDICATO RURAL
falar com EUSANIRA PORTILHO

DE SORRISO SAÍDA ÀS 02:00 DO DIA 14 (SEXTA-FEIRA), RETORNO NO MESMO DIA APÓS TERMINO DA MANIFESTAÇÃO.

Famato:

Mobilização faz alerta para demarcações de Terras Indígenas
 
A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), na condição de entidade sindical representativa dos produtores rurais do Estado e em razão de seu compromisso com a defesa dos direitos dos produtores, participará da mobilização nacional denominada “Onde tem justiça, tem espaço para todos”. Em Cuiabá, a mobilização será sexta-feira (14/06), das 9h às 14h, na BR-364/163, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) da capital sentido Rondonópolis.
 
O manifesto tem o objetivo de fazer um registro pacífico e ordeiro da insatisfação da sociedade mato-grossense com o desrespeito ao Estado Democrático de Direito. Busca também alertar sobre os impactos das demarcações de Terras Indígenas feitas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Esta mobilização ocorrerá no mesmo dia e horário em outros Estados brasileiros. Em Mato Grosso, a ação é realizada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA/MT), liderada pelo deputado federal Nilson Leitão, com o apoio da Famato.
 
SERVIÇO:
O QUE: Mobilização “Onde tem Justiça, tem Espaço para todos”
QUANDO: sexta-feira (14/06), das 9h às 14h
ONDE: Em Cuiabá, na BR-364/163, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sentido Rondonópolis.
INFORMAÇÕES: (65) 3928-4447

 

No RS, Farsul apoia manifestação de produtores rurais ameaçados por demarcações de áreas indígenas

 

A Farsul irá acompanhar as ações que serão realizadas por produtores rurais que pedem a suspensão de demarcações de terras indígenas e quilombolas e a revisão dos processos vigentes. Os atos acontecerão nesta sexta-feira (14.06) em diversas regiões do Brasil, principalmente em regiões de conflitos como no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, em conjunto com a CNA e a Frente Parlamentar da Agricultura no Congresso Nacional.

De acordo com o presidente da Comissão Fundiária da Farsul, Paulo Ricardo Dias, a Federação defende manifestações dentro da legalidade levando em conta a insegurança jurídica gerada pelo processo demarcatório de terras pelo Governo Federal. “Queremos nos manifestar, chamar a atenção da opinião pública para essa grave questão que é imposta aos produtores em função de laudos antropológicos tendenciosos”, explicou Dias.

Outro ponto destacado pelo presidente da comissão é a defesa de medidas que solucionem os conflitos e as invasões de propriedades rurais principalmente por grupos indígenas. “São pontos que precisam ser revisados de acordo com um novo ordenamento jurídico para que possamos ter uma base legal”, complementa Dias.

Segundo estudo econômico divulgado pela Farsul, o impacto econômico que poderá ser causado na economia gaúcha pela desapropriação para quilombolas e indígenas pode extrapolar a cifra de R$ 280 milhões por ano.

Confiram a entrevista com Paulo Ricardo de Souza Dias

 

Seis pontos em SC terão manifestação contra novas demarcações de terras indígenas

Produtores rurais e entidades se mobilizarão nas rodovias de forma pacífica e ordeira

Até a tarde desta quarta-feira (12/6), foram confirmados seis pontos em Santa Catarina que integrarão a Mobilização Nacional pela suspensão de novas demarcações de terras indígenas e pela revisão de falsos laudos antropológicos da Funai. O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), que representa a coordenação estadual da mobilização pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destaca que as mobilizações acontecerão em Abelardo Luz, Cunha Porã/Saudades, Arvoredo/Seara/Paial, Palhoça, Araquari e Vitor Meireles em rodovias, praças e locais com grande circulação de pessoas das 9 às 14 horas.

 A proposta da mobilização surgiu dos parlamentares que integram a FPA. Colatto comenta que a questão de ocupação indígena foi identificada como prioridade pela Frente que pressiona em Brasília os ministros e governos para que revejam os processos demarcatórios e que se proceda a investigação das denúncias contra os laudos antropológicos da Funai.

Colatto reforça a necessidade de chamar a atenção para os conflitos que “pegaram fogo” nas últimas semanas no Brasil, em regiões com áreas pretendidas à demarcação. “Temos que resolver este problema que virou caso de polícia em muitos locais”, disse.

Em SC, as últimas semanas foram de encontro com entidades para a organização do movimento nacional. Colatto contatou inúmeras entidades para se engajaram no processo.

EXPLICAÇÕES DO GOVERNO

         Em Brasília, os parlamentares já ouviram as explicações da ministra chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann, que foi questionada do porque das paralisações dos processos demarcatórios no Paraná e não em outros Estados que também apresentam conflitos no campo. Segundo Gleisi, demais órgãos, a exemplo do Ministério da Agricultura e Embrapa passariam a fazer parte dos processos demarcatórios. Apesar disso, em Santa Catarina a situação continua a mesma, segundo Colatto. Os parlamentares da FPA encontraram-se por duas vezes com o vice-presidente da República Michel Temer que admitiu que a situação é de caos social e que se comprometeu em abastecer o governo de informações e subsídios para resolver a problemática. Participaram também o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves e o ministro da Advocacia Geral da União Luiz Inácio Adams.

REIVINDICAÇÕES

Colatto destaca que é urgente e necessário a revisão das áreas demarcadas com indícios de falsos laudos antropológicos pela Funai com a instalação de CPI; a aprovação da PEC 215 que submete a criação de novas áreas indígenas ao Congresso Nacional; a  revalidação da Portaria 303/2012 da Advocacia Geral da União (AGU) com aplicação obrigatória das 19 condicionantes do caso Raposa Serra do Sol, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não julga os recursos pendentes; indenização não apenas das benfeitorias mas também das terras legalmente tituladas tomadas dos produtores rurais; construção de uma nova política indigenista com atenção ao índio prioritariamente na área da saúde, educação e agricultura nas áreas já ocupadas.

DADOS

O Brasil tem 12,7% do território com áreas indígenas para um universo de aproximadamente 817 mil índios. Os 5,2 milhões estabelecimentos rurais do país ocupam 38,8% do Brasil. Segundo o deputado os índios representam 0,43% da população e a Funai pretende a criação de mais 611 reservas, aumentando ainda mais a área pertencente aos índios, chegando a 25% das terras brasileiras.

São 423 áreas indígenas regularizadas no país, 38 reservas indígenas, 30 áreas delimitadas, 48 áreas declaradas, 15 áreas homologadas e 123 áreas em estudo. Em Santa Catarina, afirma, são 26 áreas que estão em processo de estudo e ocupação.

Em SC, dados do Censo 2010, do IBGE, apontam que habitam 16 mil indígenas. Se considerar a ampliação pretendida, o Estado chegaria a ter 1,8 milhão de hectares de área indígena, ou seja 20% de SC.

“Parte destas novas demarcações será feita em áreas urbanas e de produção rural, que implicará no desalojamento de milhares de pessoas”, destaca Colatto.

APOIOS

Em Santa Catarina a mobilização conta com a iniciativa da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) representada pelo deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), com o apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc), Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), Federação dos Trabalhadores na Agricultura de SC (Fetaesc), Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc), Coopercentral Aurora, demais cooperativas catarinenses, sindicatos, prefeituras, entidades do setor produtivo, empresas, associações de produtores e trabalhadores rurais e comunidades. Também o apoio dos caciques Kaingang da região Oeste catarinense.

 

PONTOS DE MOBILIZAÇÃO EM SC

Até a tarde desta quarta-feira (12/6), em Santa Catarina, foram confirmadas mobilizações nos seguintes pontos:

- Cunha Porã/Saudades- SC - Trevo SC- 158/BR-282 (Gilmar Cecon, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cunha Porã (49) 3646 0180/8855 5797)

 - Arvoredo/Seara/Paial-SC - Rodovia SC 283 – Posto Chapadão  (Valdemar Zanluchi, presidente Sindicato Rural de Seara (49) 3452 2431/9997 2393)

- Abelardo Luz/SC -SC-467 – Posto próximo a cooperativa Coamo (Geraldo Gotardo, presidente da Comissão dos Agricultores (49) 3445 4818- 3445 4337-9984 7033)

- Palhoça/SC - BR 101, entrada da Enseada do Brito, próximo Posto Combustível. (Gênesi Duarte, presidente do Sindicato Rural de Palhoça (48) 9667 1607 -3242 1196

- Araquari/SC – BR 280, em frente ao Colégio Agrícola (Geovane Demarchi, presidente da Associação dos Proprietários Possuidores e Interessados em Imóveis nos Municípios de Araquari e região Norte e Nordeste de SC pretendidos para Assentamento Indígena (ASPI) (47) 9282  0809 ou Solange (47) 3028 2540)

- Vitor Meireles/SC – Panfletagem no centro do município (Lourival Lunelli, prefeito, (47) 8498 0892/ 3258 0211)

Veja abaixo o mapa da manifestação no Mato Grosso do Sul:

Mapa Manifestação em MS 

Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • JOSE JOSMAR GREMSKI Palmeira - PR

    ACHO QUE TODOS OS PRODUTORES DEVERIAM PROTESTAR SIM MAS... NAO INDO A RUA E SIM EM CASA,A BASE SERIA OU ACABA ESSA BADERNA OU NAO VAI HAVER PRODUCAO O RESULTADO SERIA MELHOR.A AGRICUTURA PRECISA DE MAIS ORGANIZAÇAO E UNIAO.

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