Após pregão volátil, soja fecha com leve alta. Milho e trigo recuam

Publicado em 07/12/2011 13:42 e atualizado em 07/12/2011 19:20 722 exibições
Os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago enfrentam sessões de volatilidade nesta semana. O que deixa o mercado de lado é a reunião de cúpula da União Europeia em Bruxelas e a a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Ambos acontecem na sexta-feira, trazem bastante expectativa e serão os principais fatores de movimentação das cotações.

Nesta quarta-feira, a soja e o milho fecharam o pregão noturno com leves altas com suporte nas boas expectativas ao redor de soluções para a crise financeira na Europa. Porém, os avanço foram limitados por conta da firmeza do dólar e de baixa do petróleo. 

Na abertura da sessão regular, porém, os preços já iniciaram os negócios no vermelho, com o milho recuando mais de 5 pontos em seus principais vencimentos. Os motivos da baixa foram os 0 mesmos que limitaram as altas no pregão noturno: alta da moeda norte-americana - que compromete a competitividade dos produtos dos Estados Unidos - e a baixa de demais commodities, como o petróleo por exemplo. 


A soja, no entanto, oscilou muito entre o positivo e o negativo, mas, ao final da sessão, conseguiu recuperar parte das perdas e fechar o dia no azul. Os ganhos foram pouco expressivos pois o mercado ainda se mantém bem avesso ao risco diante de tantas informações desencontradas e vezes até mesmo negativas para as commodities e a saúde da economia mundial. Já o milho e o trigo não encontraram a mesma força e acabaram fechando no vermelho. O trigo encerrou a quarta-feira perdendo mais de 10 pontos nos contratos mais próximos. 

As incertezas na economia mundial ainda exercem muita força em mercados de commodities, uma vez que são ativos bastante arriscados devido à tamanha volatilidade. Na tarde desta quarta-feira, a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que não garante a concretização dos planos de estabilidade na Europa. A notícia foi capaz de inverter a tendência positiva do mercado financeiro que foi registrada no início do dia. 

Com isso, os investidores seguem cautelosos pois ainda se deparam apenas com a espera por medidas que possam resultar em soluções duráveis e concretas, capazes de renovar a confiança dos traders.

"O mercado de commodities agrícolas tem tido um comportamento direcional com os demais ativos de risco", disso o analista de mercado Vinícius Ito, da Jeffrie's Corretora, direto de Nova York.

Ito diz ainda que as baixas exportações norte-americanas acabam limitando o pequeno potencial de recuperação que o mercado de grãos poderia ter. "O medo do mercado é de que se as exportações continuaram ficando aquém do mercado, os preços podem ficar mais pressionados ainda", alerta o analista.


USDA - Além da turbulência vivida no mercado financeiro, os grãos ainda contam com as expectativas para o relatório mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta sexta-feira. Analistas afirmam que apesar de a chance do departamento trazer grandes mudanças nos números da produção de soja, principalmente na América do Sul, o mercado ainda espera que o reporte confirme uma demanda mais retraída nesse período do ano ao apresentar seu quadro de oferta. 

Apesar da volatilidade criada pela expectativa, o analista de mercado Marcelo Bartholomeu explicou em uma entrevista no fim da tarde de hoje que o relatório do USDA poderia trazer um norte aos preços, que vem caminhando essa semana com a interferência confusa do financeiro e sem novidades entre os fundamentos. 

Veja como ficaram as cotações no fechamento desta quarta-feira na Bolsa de Chicago:



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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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