Com financeiro e previsão de chuvas na Argentina, soja fecha próximo da estabilidade

Publicado em 18/01/2012 17:31 781 exibições
A soja fechou a quarta-feira próxima da estabilidade na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos da oleaginosa fecharam a sessão regular de hoje no vermelho, porém, os preços devolveram parte das perdas do início da sessão e encerraram o pregão perdendo pouco mais de 1 ponto. 

O mercado voltou a dar atenção aos problemas da macroeconomia, em especial a crise europeia, que ainda não apresentou soluções definitivas e de fato duradouras até o momento. Além disso, alguns índices negativos sobre a economia dos Estados Unidos também pressionaram sobre as cotações. 

Alguns analistas, porém, acreditam que previsões de clima mais favorável na Argentina poderiam também ter pressionado o mercado nesta quarta-feira. Segundo informações, são esperadas chuvas para o final de semana que poderiam melhorar as perspectivas para a produção do país. 

No entanto, como explicou o analista de mercado Carlos Cogo, da Cogo Consultoria Agroeconômica, os traders ainda não conhecem o real tamanho da quebra da safra da América do Sul. Na Argentina, os números já são menores do que o que está sendo veiculado, no Brasil ainda não é possível mensurar o tamanho dos prejuízos e no Paraguai a situação é extremamente crítica, e na melhor das situações, a safra de soja chegaria a 5 milhões de toneladas. 

Essa falta de informações oficiais e concretas foi o que limitou as baixas da soja, pois, mesmo que chova nas regiões atingidas pela estiagem, há um grande índice das perdas que é irreversível e isso, certamente, irá comprometer a oferta da oleaginosa no continente sulamericano. 

Milho e trigo - O trigo e o milho, por outro lado, tiveram um forte recuo em Chicago. Os mercados realizaram lucros depois das fortes altas da sessão de ontem. Além disso, as incertezas do mercado financeiro e o dólar sustentado também pesaram sobre as cotações. 

Veja como ficaram as cotações no fechamento desta quarta-feira:



Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário