Em dia de mercado firme, soja encerra com alta em Chicago

Publicado em 26/01/2012 13:45 e atualizado em 26/01/2012 17:31 1031 exibições
O dia foi de preços firmes para os grãos na Bolsa de Chicago. A soja, o milho e o trigo operaram com bons ganhos no pregão regular desta quinta-feira e fecharam no azul. O mercado financeiro mais tranquilo, as boas notícias do Federal Reserve sobre a manutenção da taxa de juros nos EUA,  a seca na América do Sul e as notícias de restrições das exportações de grãos da Rússia são os principais fatores de suporte aos preços.

Os principais vencimentos da soja encerraram com quase 10 pontos de alta. O maio, referência para a safra brasileira, fechou cotado a US$ 12,32, com alta de 9,25 pontos. No milho, depois de trabalhar boa parte do pregão no azul, superando os 5 pontos em alguns momentos da sessão, as cotações em Chicago encerraram próximas da estabilidade, com pequenas quedas para maio e julho . Já no mercado do trigo, os vencimentos mais curtos - março e maio/12 - mantiveram um encerramento com altas de dois dígitos.

O Federal Reserve anunciou nesta quarta-feira (25), que manterá as taxas de juros em patamares próximos de zero nos anos seguintes. As informações foram bem recebeidas pelo financeiro e já são refletidas com alta nas bolsas de valores e nas commodities agrícolas, metálicas e energéticas. O petróleo e importantes metais registram um dia positivo.

Além dos fatores técnicos, o mercado conta ainda com a boa influência dos fundamentos climáticos. As perspectivas de redução nas safras da América do Sul por conta da seca provocada pelo La Niña seguem dando impulso e sustentação aos preços. Os investidores acreditam que as perdas na América do Sul poderiam incentivar uma maior demanda pelos produtos norte-americanos.

"Hoje pode ser um dia daqueles em que há uma combinação de fatores técnicos, com o mercado financeiro positivo e também fatores fundamentais tradicionais, como o clima. E por isso, podemos ver os preços subindo mais do que as projeções da chamada inicial", disse o analista de mercado da corretora Cerealpar, Steve Cachia.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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