Em Chicago, soja encerra a semana com alta de dois dígitos

Publicado em 03/02/2012 12:46 e atualizado em 03/02/2012 17:25 1395 exibições
Nesta sexta-feira, os futuros dos grãos voltaram a subir na Bolsa de Chicago. A soja ampliou seus ganhos e conseguiu encerrar a semana com altas de dois dígitos, subindo mais de 15 pontos nos principais vencimentos. 

O suporte para as cotações veio do bom e firme desempenho do mercado financeiro e também do clima, que segue preocupante, na América do Sul e na Europa.

"Vai ser um bom 'braço de ferro' entre a macroeconomia forte, fundamentos frágeis e mais o dólar forte pressionando os preços", explica o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos. 

Entre os fatores externos que impulsionaram o bom desempenho do financeiro, estão os dados divulgados sobre a criação de empregos nos Estados Unidos. O índice, que registrou o maior aumento desde abril de 2011, veio bem melhor das expectativas dos analistas. A previsão era de que fossem criados 125 mil vagas de trabalho, porém, os números divulgados hoje apresentaram a criação de 243 mil postos. 

Já entre os fundamentos, o rumo e o real tamanho da safra da Argentina são as principais informações que dão sustentação aos preços nesta sexta-feira. Relatórios que vêm sendo divulgados nos últimos dias apontam para uma safra entre 45 e 46 milhões de toneladas. 

Embora há chuvas bastante significativas previstas para as mais importantes regiões produtoras argentinas, o mercado ainda está lidando com as incertezas sobre o potencial da produção do país e elas acabam mantendo os prêmios de risco climático no mercado. 

Nesta sexta-feira, a consultoria Informa Economics voltou a reduzir suas estimativas para as safras argentinas e brasileiras. A de soja do Brasil foi reduzida de 72 para 70 milhões de toneladas e a da Argentina, de 51 para 46,5 milhões de toneladas. 

Já a produção argentina foi estimada em 22,5 milhões de toneladas, ante a projeção anterior de 24 milhões. 

Veja como ficou o fechamento das cotações nesta sexta-feira. 


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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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